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Mulher é demitida após denunciar racismo no trabalho, “só para branco usar”

Uma mulher foi vítima de racismo e intolerância religiosa dentro de seu local de trabalho, em um Hipermercado no Rio de Janeiro. Ao pegar um colete, a vítima se deparou com a frase “só para branco usar”, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação de R$ 50 milhões contra a empresa, por […]

Gabriel Neves Publicado em 01/09/2020, às 06h27

Funcionário teria escrito bilhete racista para outra. (Foto: Reprodução/GloboNews)
Funcionário teria escrito bilhete racista para outra. (Foto: Reprodução/GloboNews) - Funcionário teria escrito bilhete racista para outra. (Foto: Reprodução/GloboNews)

Uma mulher foi vítima de racismo e intolerância religiosa dentro de seu local de trabalho, em um Hipermercado no Rio de Janeiro. Ao pegar um colete, a vítima se deparou com a frase “só para branco usar”, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação de R$ 50 milhões contra a empresa, por ter demitido a funcionária após ela ter denunciado o crime.

Conforme publicado no portal G1, a mensagem foi escrita por Jeferson Emanuel Nascimento, suspeito de ofender sua colega de trabalho Nataly Ventura da Silva, de 31 anos, por conta da cor de sua pele e religião, o candomblé.

Nataly alega que já convivia com a discriminação de Jeferson desde quando começou a trabalhar no Hipermercado. O MPT alega que a funcionária, ao pegar um avental para usar no trabalho, se deparou com a frase “só para branco usar”, escrita e assinada por Jeferson.

“Eu me senti menor que uma formiguinha. Eu me senti tão mal que eu fui pra trás chorando, cheguei em casa chorando e fiquei com aquilo na cabeça perguntando o porquê, mas não sou eu que tenho que me perguntar o porquê”, lamentou a funcionária.

Em depoimento, segundo portal G1, Jeferson afirmou ser o autor da frase, mas alegou que a vítima teria pedido apenas para que a mensagem fosse apagada. O órgão entrou com uma ação de $ 50 milhões por dano moral coletivo contra o estabelecimento, além de exigir a recontratação da vítima.

De acordo com documentos internos do próprio mercado, o funcionário já havia sido acusado de racismo e agressão contra outra colega de trabalho na mesma unidade. Mesmo com ciência do caso, os gestores do hipermercado não puniram o funcionário de forma imediata, apenas o mandaram apagar as palavras.

Posteriormente, Jeferson foi demitido, mas o Ministério Público do Trabalho apontou que a demissão só ocorreu após o início da investigação do caso por promotores.

Jornal Midiamax