Uma nova etapa da Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (30). Um dos investigados da Ponto Final mantém, até hoje, conta na Holanda com dinheiro de propina para beneficiar empresários do setor de transportes públicos, entre os anos de 2010 e 2016.

Conforme o Estadão Conteúdo, agentes das Polícia Federal cumprem três mandados de busca e apreensão na capital carioca e em Paraíba do Sul, no interior do Rio. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal.

A Operação Ponto Final teve início em 2017 e investiga o pagamento feito por empresários no setor de transporte, para autoridades do estado do Rio de Janeiro. Entre elas, o ex-governador Sérgio Cabral, já condenado. A soma dos crimes cometidos por ele chega a quase 300 anos de prisão.

Em julho de 2017, investigações apontaram que Sérgio Cabral obteve R$ 122 milhões no esquema. Outros R$ 43 milhões foram destinados, de acordo com a Folha de São Paulo, para o ex-presidente do Detro (Departamento Estadual de Transporte Rodoviário) Rogério Onofre, preso no mesmo mês. Jacob Barata Filho, também empresário no setor de transportes, é acusado de ter recebido R$ 23 milhões em propina.

Além deles, o presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros), Lélis Teixeira, e o conselheiro da mesma empresa, José Carlos Reis Lavoura, receberam juntos mais de R$ 40 milhões, conforme apontam as investigações. Todos foram soltos e respondem em liberdade.

(Com informações do Estadão Conteúdo)