Brasil

Bombeiros ainda buscam sobreviventes em destroços de prédio em SP

Equipe de busca ainda procura cinco vítimas do desabamento

Ana Clara Santos Publicado em 07/05/2018, às 14h26

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Nesta segunda-feira (7), a busca por vítimas desaparecidas no desabamento do prédio que ficava no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, completa uma semana. Os bombeiros ainda buscam cinco pessoas e, de acordo com a equipe, há possibilidades de se encontrar sobreviventes.

De acordo com o G1, o major, Eduardo Drigo, explicou que essa possibilidade existe porque pode ser que tenham se formado bolsões de ar entre as lajes, possibilitando que as pessoas soterradas respirem. Além disso, elas poderiam beber a água lançada pelos bombeiros para apagar as chamas.

O major afirmou à reportagem o G1 que os bombeiros sempre trabalham com a possibilidade de ter sobreviventes até que se chegue ao final das buscas. “O Corpo de Bombeiros sempre trabalha com a hipótese de encontrar vítimas com vida. Então, até que se chegue ao término do serviço, trabalhamos com essa possibilidade”, explica.

Para exemplificar, o major citou o caso do World Trade Center, nos Estados Unidos, no qual, após os atentados terroristas, os bombeiros buscara por muitos dias e encontraram sobreviventes nos bolsões de ar que se formaram.

Contudo, ele fez uma ressalva apontando a diferença entre s dois casos, pois, nas buscas nos destroços das Torres Gêmeas, os sobreviventes foram achados 27 horas depois. “Laje sobre laje existe a possibilidade de bolsões de ar. Não é tão grande, mas existe, sempre existe”.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Marcos Palumbo, já ouve casos em que o salvamento de pessoas aconteceu 14 dias depois de serem soterradas. “O tempo máximo que se tem conhecimento de um sobrevivente nessas condições é de 14 dias. Ocorreu na Indonésia”.

Ele ainda esclarece que se houver sobreviventes eles estariam do oitavo andar para baixo, onde ainda há focos de incêndio, o que é indício de presença de oxigênio. “Se os desaparecidos estiverem no subsolo, com água e com oxigênio, e com controle emocional diante desse estresse, é possível encontrá-las com vida”, disse Palumbo.

Na sexta-feira (4), o corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, morador do prédio que caiu enquanto os bombeiros tentavam resgatá-lo. E a equipe ainda busca as vítimas Selma Almeida da Silva e seus dois filhos, Eva Barbosa Lima e Walmir Sousa Santos.

Jornal Midiamax