Brasil

Mostra é alvo de polêmica ao retratar Temer e Dilma como negros

Artista é acusada de "blackface" ao escurecer pele de famosos

Joaquim Padilha Publicado em 29/11/2017, às 13h12

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Artista é acusada de “blackface” ao escurecer pele de famosos

A exposição artística “Porquoi Pas?”, que pode ser traduzida como “Por que Não?”, em francês, está dando o que falar em São Paulo. A mostra, da artista Alexandra Loras, foi acusada pelo Facebook de praticar o “blackface”.

A mostra apresenta imagens editadas via Photoshop de pessoas brancas, influentes e ricas, com a pele escurecida digitalmente, e com traços que lembram a fisionomia afrodescente – como cabelos crespos, narizes mais largos, entre outros detalhes.

A acusação de “blackface” tem origem em uma prática adotada no século 19, quando atores brancos se pintavam com carvão para representar personagens negros, de uma maneira satírica. Quando brancos se vestem de “nega maluca” no carnaval, as acusações também surgem.

Loras nega que pratique discriminação nas obras. “Não é blackface. Eu sou negra, e como artista, tenho o direito de me expressar sobre o que está acontecendo na mídia, como é a escravidão moderna”, disse a artista à Folha de S. Paulo.Mostra é alvo de polêmica ao retratar Temer e Dilma como negros

Entre as imagens expostas, estão retratos de políticos como Donald Trump, Michel Temer, Dilma Rousseff, assim como de personalidades midiáticas, como Gisele Bundchen, Carmen Miranda, entre outros”.

Comentários nas rede sociais apontam contradições como “ver brancos de sucesso pintados como negro não aumenta nem um pouco minha autoestima como negra”, como pontuou uma usuária do Facebool. “Volta para a França”, disse outra.

Jornal Midiamax