Brasil

Ministro da Justiça nega troca de diretor da PF

Em pronunciamento, Torquato tentou desmentir rumores

Tatiana Marin Publicado em 24/06/2017, às 17h08

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Em pronunciamento, Torquato tentou desmentir rumores

Em um pronunciamento de menos de cinco minutos ao lado do diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, tentou desmentir rumores da saída do diretor da PF, ao destacar que “não há nomes, e sim instituições”, mas não respondeu se o diretor está garantido no cargo. 

“O Ministério da Justiça e a Polícia Federal fazem questão de expressar à sociedade brasileira a sua absoluta harmonia na condução das duas instituições. O noticiário que está aí é, para usar um termo moderno, a pós-verdade, não corresponde à realidade, não constrói afabilidade, em nada ajuda a boa condução dos interesses públicos”, disse Torquato. “Daiello e eu temos trabalhado, desde que aqui cheguei, com a mais absoluta harmonia e camaradagem, ambos igualmente comprometidos com a instituição Polícia Federal”, afirmou o ministro.

Torquato deixou a sala sem responder as perguntas de jornalistas e deixou o diretor da PF na mesa. Daiello faz uma breve fala aos jornalistas, destacando que apresentou a pauta da instituição desde o inicio da gestão de Torquato, e também saiu sem responder a imprensa. 

Ministro da Justiça nega troca de diretor da PF

“Qual é o projeto desta administração deste Ministério da Justiça com a Polícia Federal? É a modernidade, tecnologia, é internacionalização da sua capacidade operacional”, disse. “Atuar além-fronteira significa mais tecnologia, modernidade tecnologia a melhor possível, essa é a primeira prioridade. E a segunda prioridade é a capacitação de meios e de pessoal para atuação internacional.”

Mais cedo, a Coluna do Estadão informou que Torquato e Daiello se reuniram em meio às especulações de que o diretor-geral será substituído do cargo e no momento em que a PF concluiu o inquérito que investigou o presidente Michel Temer. O inquérito concluiu que o presidente cometeu crime de corrupção e que a gravação feita por Joesley Batista de conversa com o peemedebista no Palácio do Jaburu não teve edições. O áudio é uma das provas apresentadas por Joesley em sua delação premiada. 

Jornal Midiamax