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Carga de energia do Sistema Interligado Nacional teve alta de 1,2% em março

Os números foram divulgados hoje 

Diego Alves Publicado em 09/04/2015, às 00h09

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Os números foram divulgados hoje 

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), em março, registrou alta de 1,2%, na comparação com o resultado do mesmo mês do ano passado. Em relação ao mês de fevereiro de 2015 houve queda de 1,3%. A variação do SIN, no acumulado dos últimos 12 meses foi positiva de 1,8% comparado ao período anterior. Os números foram divulgados hoje (8) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na avaliação do órgão, o comportamento da carga do SIN reflete, principalmente, o baixo desempenho da indústria e a redução gradual no nível de atividade do setor de comércio e serviços.

O Boletim de Carga Mensal do ONS indica também que o número de dias úteis em março de 2015 provocou impacto positivo na variação da carga em todos os subsistemas. A alta é em comparação ao mesmo mês de 2014, quando o número de dias úteis foi menor por causa do feriado de carnaval, que ocorreu em março, enquanto que este ano foi em fevereiro.

Os dados apontam ainda que o registro de temperaturas mais baixas que às do mesmo período do ano passado no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste influenciou negativamente o desempenho da carga do SIN do mês de março.

De acordo com o ONS, se os efeitos dos dias úteis e das diferenças de temperaturas forem descartados, a variação de carga ajustada é de 0,1%, na comparação de março deste ano com o mesmo mês em 2014. Para o órgão, este percentual da carga no período relacionado, reflete também, a diminuição do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) em 0,8 ponto percentual (p.p.) entre fevereiro e março de 2015. O total passou de 81,6% para 80,8%.

A carga de energia no subsistema Sudeste/Centro-Oeste no terceiro mês do ano apresentou queda de 1,2%, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já na comparação ao mês de fevereiro, houve variação negativa de 2,2 %, mas no acumulado dos últimos 12 meses, teve uma variação positiva de 0,6%, em relação ao mesmo período anterior.

De acordo com a ONS, as temperaturas mais baixas durante o mês compensaram, em parte, o efeito calendário, na comparação ao mesmo período do ano anterior, especialmente, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, como se verifica com a variação negativa de 1,9 % da carga ajustada.

A variação foi positiva também no Subsistema Sul. O percentual ficou em 6,4%, em março, em relação ao resultado do mesmo mês de 2014. No entanto, registrou queda de 2,7% se levar em consideração fevereiro de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, o Sul teve elevação de 3,2 % na comparação a igual período anterior. De acordo com a publicação, a taxa de crescimento teve influência da carga de demanda das classes residencial e comercial e pelo desempenho do setor agroindustrial no período.

A taxa de crescimento da carga desse subsistema em março/15 foi influenciada pelo maior número de dias úteis no mês, em comparação ao mesmo período do ano anterior e, ainda, pela ocorrência de temperaturas superiores, em grande parte do mês, às verificadas em março/14, principalmente no Rio Grande do Sul, cuja carga participa com cerca de 35% da carga do Subsistema Sul. O resultado da carga ajustada, de 3,8 %, confirma essas afirmações.

No Subsistema Nordeste, segundo o operador, houve crescimento de 6,1%, na mesma comparação, mas com relação ao segundo mês do ano apresentou alta de 1,3%. Nos últimos 12 meses teve elevação de 3,8%, em relação ao mesmo período anterior. Apesar da exclusão do efeito calendário houve crescimento de 5,3 % na carga ajustada do mês de março, por causa da expansão do consumo de energia nos segmentos residencial e comercial e o maior número de dias úteis.

Quanto ao Subsistema Norte, conforme os dados do ONS, foi registrada variação negativa de 1,3%. Se comparado com fevereiro a variação é positiva de 3%. No acumulado dos últimos 12 meses, a interligação ao SIN do Sistema Manaus, a partir de julho de 2013, causou influência e o subsistema da região indicou alta de 4%, na comparação com o mesmo período anterior.

Segundo o ONS, o desempenho da carga de energia do subsistema reflete a atuação da atividade dos grandes consumidores eletrointensivos conectados à Rede Básica. De acordo com o órgão, eles detêm a participação de cerca de um terço da carga do subsistema. Entre esses consumidores, dois terços pertencem ao setor metalúrgico e são destinados, basicamente, para o mercado externo de commodities. O ONS destacou a permanência em níveis reduzidos da carga de consumidores livres eletrointensivos do setor de metalurgia.

Jornal Midiamax