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Ministério da Saúde pretende aumentar leitos para transplante de medula óssea

Objetivo é ampliar capacidade de realização de transplante de medula óssea não aparentado

Midiamax Publicado em 09/01/2015, às 18h36

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Objetivo é ampliar capacidade de realização de transplante de medula óssea não aparentado

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (9) que pretende triplicar a quantidade de leitos para o transplante de medula óssea no Brasil. De acordo com o ministério, a intenção é aumentar cerca de 162 leitos, passando de 88 para 205 leitos de transplantes.

Objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea não aparentado (alogênico) no país. A pasta vai investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes, destinados a transplantes entre doadores e receptores sem ligação familiar.

O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.

O hospital que pretende receber o recurso precisa apresentar um projeto ao Ministério da Saúde, se comprometer a habilitar cinco leitos e a realizar, no mínimo, dez transplantes de medula óssea não aparentado por ano, considerado o mais complexo.

Outra novidade na área é a possibilidade de expansão da rede de atendimento. Antes restrito a hospitais de ensino, agora, a criação de novos centros também poderá ser solicitada por hospitais de gestão municipal, estadual e por entidades filantrópicas. Após aprovação e envio do recurso, o gestor local (Secretarias de Saúde Estadual e Municipal) terá 18 meses para executá-lo. Todas essas medidas estão detalhadas na Portaria 2.758, de 11 de dezembro de 2014.

Como doar

Para ser doador de medula óssea tem que ter entre 18 e 54 anos, deve procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para identificar a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome. Se o doador for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro. Os doadores retornam às suas atividades habituais, em geral, dois dias após a doação, e a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.

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