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Fusão da música erudita à popular marca ultima edição do ano do projeto Som da Concha

A última edição do ano do projeto Som da Concha será marcada pela mistura de sons que irá da música erudita à popular, passando por vários estilos musicais com uma fusão de ritmos que deverá despertar a acuidade auditiva do público. A concha acústica Helena Meireles recebe neste domingo (9), às 18h30, os grupos “Iucatan” […]

Arquivo Publicado em 09/12/2012, às 12h03

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A última edição do ano do projeto Som da Concha será marcada pela mistura de sons que irá da música erudita à popular, passando por vários estilos musicais com uma fusão de ritmos que deverá despertar a acuidade auditiva do público. A concha acústica Helena Meireles recebe neste domingo (9), às 18h30, os grupos “Iucatan” e “Choro Opus Trio”. A entrada, como habitual, é de graça.


Formado em 2009, o grupo “Choro Opus Trio” desenvolve um trabalho de resgate e registro do choro que pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira. Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta de 1880, no Rio de Janeiro —antiga capital do Brasil—, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas.


Pesquisando e interpretando as obras do músico Amintas José da Costa, o Sarrafo, que completou 93 anos em 2012, resultou no primeiro CD do Choro Opus Trio “Descendo Sarrafo” com as composições do autor.


A obra traz arranjos elaborados para diversas formações instrumentais criadas a partir das partituras originais, nas quais a construção melódica e estrutura demonstram a influência dos choros tradicionais e da forma canção. O título da obra “Descendo Sarrafo” é uma alusão ao apelido do compositor, que também batizou as músicas com referência a madeiras, assim, surgiram: “Tronco de Ipê”, “É Lenha”, “Casca de Pau”, “Madeira de Dar em Doido”, “Pó de Serra”, entre outras.


O grupo “Choro Opus Trio” é formado por Eduardo Martinelli (violões), Ivan Cruz (bandolim) e Philip Andara (flauta). Conta também com a participação dos músicos Carlos Alfeu (violões), Matheus Coelho (clarinete) e Gleison Ferreira (violino).


O grupo “Iucatan” leva ao Som da Concha o show “Não somos daqui”, tendo como característica principal a fusão da MPB e a música erudita, através de ritmos afrodescendentes e pantaneiros (chamamé, polca, milongas), onde seus integrantes foram aos poucos, incrementando doses de outros estilos como o baião, o funk e o maracatu.


O idealizador do Iucatan, Rony Petersom, campo-grandense, de família baiana e formadora do distrito de Piraputanga e das Furnas dos Baianos situadas na região pantaneira de Aquidauana, diz que “apesar de se caracterizar como “música popular brasileira” essa proposta também tem como objetivo fundir a esta elementos da chamada “música erudita” tanto a partir do seu arranjo quanto da sua instrumentação”.


Integram o grupo; Rony Petersom (vocais, violão e percussão), Ivan Cruz (direção musical, arranjos, bandolim, flauta, guitarra, violão e contrabaixo acústico), Gleyton Berbet (contrabaixo elétrico e flauta transversal), Phillip Andara (flauta e saxofone) e Felipe Brito de Melo (bateria e percussão).


Som da Concha


O projeto é uma realização da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul em parceria com a Fundação Manoel de Barros, TV Brasil Pantanal e 104 FM Rádio MS e prevê apresentações de shows em domingos alternados.


O Som da Concha teve início em 2007 e já teve a participação de aproximadamente 1.100 músicos sul-mato-grossenses com 208 atrações. Só em 2012 foram 40 edições com a participação de um público que aprecia a boa música, valorizando os artistas regionais.


A Concha Acústica Helena Meirelles fica no Parque das Nações Indígenas, na rua Antonio Maria Coelho, 6000. Outras informações pelo telefone (67) 3314-2030. A entrada para os shows é franca.

Jornal Midiamax