Pular para o conteúdo
Transparência

Justiça anula acordo do MPMS que liberava desmatamento do Parque dos Poderes

Desmate para construção de estacionamento e ampliação de prédios do poder público virou "embate" na Justiça
Thalya Godoy -
Parque dos Poderes. (Edemir Rodrigues, Gov MS)

A Justiça anulou a segunda versão do acordo firmado para o desmatamento de uma área do Parque dos Poderes. A construção de estacionamento e ampliação dos prédios que abrigam o Poder Público Estadual virou um “embate” na Justiça entre ambientalistas e o poder público.

A decisão é do juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Ariovaldo Nantes Corrêa, prolatada na última quarta-feira (8). Um dos motivos para o magistrado anular o acordo é porque não foi homologada pelo juízo natural. 

O acordo foi homologado em janeiro, quando Corrêa estava de férias, pela juíza titular da 3ª vara do juizado especial, Elisabeth Rosa Baisch. Ela não constava na escala de substituição natural do juiz 1ª Vara de Direitos Difusos, o que ele classificou como uma afronta “ao princípio do juiz natural”. 

“Destarte, em razão dos argumentos expostos, declaro nula a sentença homologatória proferida às fls. 1.566-80 por haver sido prolatada por juíza que não se encontrava na escala de substituição natural deste juízo em afronta ao princípio do juiz natural (art. 5º, XXXVII e LIII, da CF), bem como porque proferida em violação aos princípios do devido processo legal (e do contraditório) ao não respeitar o decurso do prazo para manifestação concedido no despacho de fl. 1.550 (item I), alterando decisão proferida pelo juiz titular”, afirmou Corrêa na decisão. 

Relembre sobre a decisão da juíza: Acordo que impede desmatamento em áreas de preservação no Parque dos Poderes é homologado

Além disso, o juiz restabeleceu o posto de assistentes litisconsorciais – que haviam sido retirados na decisão de Baisch – ao grupo de populares representados pela advogada ambientalista Giselle Marques.

“É um absurdo desmatar a vegetação nativa para fazer estacionamentos e edificar prédios, tendo em vista as mudanças climáticas que geram desastres ambientais, como os que nós estamos assistindo agora no ”, afirmou a advogada. 

A decisão da juíza Baisch havia “ignorado” o prazo estabelecido por Corrêa para que os ambientalistas se manifestassem sobre o acordo. Com a nova decisão do juízo natural, eles terão um novo prazo para se manifestar.

“Com a anulação da sentença homologatória de fls. 1.566-80 e o indeferimento da homologação do acordo de fls. 1.543-7, abre-se novamente às partes e terceiros interessados a oportunidade para especificarem as provas a produzir, justificando a necessidade, ocasião em que poderão apresentar delimitação consensual das questões de fato e de direito sobre as quais recairão as provas que se mostrem relevantes para a decisão do mérito”, determinou o magistrado. 

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Brasileira é encontrada morta com sinais de estrangulamento e companheiro vai preso na fronteira

Com alagamentos e no escuro, moradores do Bairro Oscar Salazar cobram melhorias na infraestrutura

Dias após sequestro a caminho da escola, adolescente é esfaqueada em Campo Grande

Judô

Itaporã recebe etapa do Circuito Estadual de Judô neste final de semana

Notícias mais lidas agora

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Detran-MS reajusta contratos e pagará R$ 44,6 milhões à empresa investigada pela PF

VÍDEO: Advogado flagra alimentos estragados na Marinha em MS, mas instituição alega descarte

SP: Mortes de crianças e adolescentes em ações policiais aumentou em 120%, mostra estudo

Últimas Notícias

Sem Categoria

Unidade Móvel do projeto Nossa Energia sorteia 10 geladeiras e 30 ventiladores na Expogrande

Público da feira poderá conhecer e aproveitar os benefícios desse projeto itinerante e inclusivo

Sem Categoria

Chuva provoca alagamentos, abre crateras e deixa condutores ilhados em Campo Grande

Enxurrada foi registrada em diferentes bairros da cidade

Política

Deputados federais de MS apontam novos mercados após “tarifaço” de Trump

Integrante da bancada de MS disse que Estados Unidos não fugirá dos impactos das taxas

Brasil

ADPF das favelas: STF aprova plano do Rio e manda PF investigar milícias

Investigação vai apurar a relação de milícias e do narcotráfico com agentes públicos do estado