Pular para o conteúdo
Transparência

Conselheiro afastado do TCE-MS alega ‘desafio diário para sobrevivência’ e pede R$ 80 mil de salário

Ronaldo Chadid teve redução de remuneração e passou a receber R$ 25,9 mil desde que foi afastado por corrupção
Gabriel Maymone -
Conselheiro afastado por corrupção do TCE-MS, Ronaldo Chadid (Reprodução, TCE-MS)

Acusado de corrupção por desvio de dinheiro público, o conselheiro afastado do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), Ronaldo Chadid, entrou na Justiça para voltar a receber remuneração mensal de R$ 80.552,47.

Isso porque, desde janeiro de 2023, quando foi afastado do cargo, viu seu salário cair 68%, passando dos mais de R$ 80 mil para R$ 25.993,74. Assim, ele alega ser um ‘desafio diário a sua sobrevivência’ viver com apenas essa quantia.

Conforme ação protocolada pelo advogado Fábio de Melo Ferraz, o conselheiro afastado estaria com dificuldades de sustentar sua família “compreendendo sua mulher, 5 (cinco) filhos -dos quais (dois) 2 estão cursando faculdade particular em outro estado – e 3(três) netos, todos dependentes financeiramente dele, visto fazer mais de um ano e meio do afastamento de seu cargo, período este muito longo para viver com uma redução tão grande quanto essa”.

Para conseguir o seu antigo salário, Chadid argumenta que a redução é indevida, uma vez que “a suspensão do exercício da função pública não deve comprometer o pagamento da remuneração (vencimentos e benefícios) do servidor público, enquanto não houver decisão final do processo judicial”, conforme a petição do advogado.

À Justiça, ele pontua que tentou reverter a suspensão dos ‘penduricalhos’ administrativamente, mas o pedido foi negado pelo presidente da Corte, conselheiro Jerson Domingos. “Alegando que a indenização de função de colegiado e indenização de função de direção não estão sendo pagas, porque estão vinculadas ao efetivo exercício de Conselheiro”.

Conselheiros Waldir Neves, Iran Coelho das Neves e Ronaldo Chadid estão afastados (Foto: Divulgação/TCE-MS)

Por que o salário do conselheiro era de R$ 80,5 mil?

Os conselheiros têm salário equivalente a 90,25% do teto constitucional, que é o vencimento dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Como os magistrados recebem R$ 39,2 mil, um conselheiro ganha R$ 35,4 mil.

Mas, além do subsídio, os conselheiros recebem outros valores. No caso de Chadid, a remuneração era composta ainda pelos seguintes complementos:

  • Indenização de função de colegiado: R$ 42.554,76
  • Indenização de Função de Direção: R$ 10.638,68
  • Abono Permanência: R$ 4.964,72
  • Auxílio Assistência de Saúde: R$ 3.546,23
  • Auxílio Alimentação: R$ 1.773,11
  • Descontos: R$ 18.387,31

Após o afastamento, Chadid deixou de receber as duas indenizações de função.

Conselheiros afastados pelo STJ

Equipe da PF cumpre mandados da Operação Terceirização de Ouro (Foto: Henrique Arakaki – Jornal Midiamax)

Além de Chadid, os conselheiros Iran Coelho das Neves e Waldir Neves também foram afastados das funções no TCE-MS após a Operação Terceirização de Ouro, da PF (Polícia Federal), autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Em 8 de dezembro, a PF deflagrou a Operação Terceirização de Ouro, um desdobramento da Mineração de Ouro, realizada em junho de 2021. Com apoio da Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União), foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em e mais quatro cidades brasileiras. 

As investigações apontaram uso de pessoas jurídicas vinculadas à participação no certame para contratação de empresas com licitações fraudulentas. Assim, entre as estratégias utilizadas para vencer as licitações, estava a agilidade na tramitação do procedimento.

Além de exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto. Por fim, faziam contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado.

Um dos contratos investigados, com a Dataeasy Consultoria e Informática, supera R$ 100 mil. A corte suspendeu os pagamentos à empresa após a operação e, ao fim do termo, encerrou o vínculo. Iran, Chadid e Neves estão afastados por 180 dias.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Botafogo goleia Red Bull Bragantino por 4 a 1 no Rio de Janeiro e cola no G4

Homem tem moto roubada por dupla armada no bairro Nova Lima

Em virada histórica, Brasil vence EUA pela Americup e está na final da maior competição de basquete das Américas

Vizinhos de apartamento saem na porrada dentro de elevador no Centro de Campo Grande

Notícias mais lidas agora

Justiça manda Consórcio Guaicurus pagar R$ 184 mil por atrasos de ônibus em Campo Grande

Filho de policial civil é morto em frente de conveniência no Nova Lima

calendário

Acabou a folga? Único feriado nacional de setembro cai em um domingo

VÍDEO: Jovem mata homem com golpes de facão na cabeça no Taquarussu em Campo Grande

Últimas Notícias

Sérgio Cruz - O dia na história

1914 – Ligados trilhos da Noroeste, em Campo Grande

Frentes de implantação completaram a grande obra de acesso do Oeste ao litoral

Mundo

Sargento brasileiro que servia no Exército de Israel morre na Faixa de Gaza

Ariel pode ter morrido com tiro acidental de soldado aliado

Esportes

Cruzeiro vence São Paulo e assume a vice-liderança do Campeonato Brasileiro

Único gol da partida foi na cobrança de falta de Matheus Pereira

Polícia

Homem é espancado por grupo de 10 pessoas e tem corrente roubada na Chácara dos Poderes

Vítima reconheceu um dos agressores, sabe nome, telefone e até rede social dele