Nesta quarta-feira (2), foi publicada a revogação da nomeação de Gracileia Oliveira da Silva para a Secretaria de Finanças de Sidrolândia, um dia após ela ser designada para o cargo. Quem retorna é o ex-secretário, que teve a exoneração também revogada, Egerton Zarate Ribeiro.

A publicação é feita no Diário da Assomsul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), após declaração da prefeita Vanda Camilo (PP), de que não sabia dos processos a que Gracileia responde.

Ainda na tarde de terça-feira (1º), a prefeitura afirmou em nota que não tinha ciência das acusações contra Gracileia. A servidora responde a processo por suspeita de furto de cheques da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

“A escolha de Gracileia Oliveira da Silva para o cargo de Secretária de Finanças foi baseada em sua competência e notável conhecimento técnico em contabilidade, o que a tornava uma candidata qualificada para a função na administração”, justificou a prefeitura em nota.

Porém, afirmou que a administração não sabia das acusações de furto. “Não tínhamos conhecimento prévio da ação judicial em que a mesma figura como ré”.

Portanto, a nomeação foi revogada. “Em razão disso, com o intuito de garantir a devida transparência perante a sociedade, decidimos revogar a portaria de nomeação da Sra. Gracileia Oliveira da Silva para o cargo de Secretária de Finanças”, diz a nota.

Acusações

Conforme denúncia oferecida em 2020, Gracileia teria recebido os valores dos cheques na conta bancária. Em 2017 ocorreu o leilão anual para arrecadar fundos e dois cheques, de R$ 2,3 e mil e R$ 1,3 mil, foram entregues ao irmão da servidora.

No entanto, os valores não foram depositados para a entidade, mas sim na conta de Gracileia. No mesmo ano ela se tornou ré, após o juiz Claudio Müller Pareja, da comarca de Sidrolândia, receber a denúncia.

Também está marcada para setembro deste ano a audiência de julgamento e instrução sobre o caso. O crime é tratado como furto qualificado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Em outro processo, que trata das investigações que levaram o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) a deflagrar a Operação Tromper, Gracileia é citada.

Ela aparece em um print, em conversa com o principal investigado da ação, Ueverton da Silva Macedo, o ‘Frescura’.