Na segunda-feira (4), a ex-pregoeira da (Secretaria de Estado de Administração) Simone de Oliveira Ramires Castro garantiu liberdade provisória. Assim como os outros 7 presos na Operação Turn Off, Simone foi para casa com tornozeleira eletrônica.

Conforme o advogado Alexandre Franzoloso, o desembargador Emerson Cafure deferiu a medida e garantiu a liberdade de Simone, mediante aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Assim, ela foi levada até a unidade de monitoramento.

Simone colocou a tornozeleira eletrônica e já está em casa, ainda segundo a defesa. Ainda na segunda-feira, o ex-coordenador da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Grande), Paulo Henrique Muleta Andrade, também teve a liberdade garantida.

Operação Turn Off

empresa investigada em operação
Empresa de investigados em operação (Reprodução

Após pedidos de habeas corpus, foram liberados o ex-secretário adjunto da SED (Secretaria Estadual de Educação) Edio Antônio Resende de Castro, Thiago Haruo Mishima ex-assessor o deputado federal Geraldo Resende (PSDB). Também foram soltos os irmãos Lucas Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Junior, além de Andrea Cristina Souza Lima, ex-servidora da Secretaria de Educação.

O primo dos irmãos e empresários, Victor Leite de Andrade, que também foi preso durante a operação conseguiu liberdade junto com os outros presos, ainda na sexta-feira (1º). Ao todo, foram oito mandados de prisão preventiva cumpridos, sendo sete no período da manhã e o último, de Lucas Coutinho, já no período da tarde da quarta-feira (29).

Fraudes ultrapassam R$ 68 milhões em contratos públicos

Conforme divulgado em nota, a operação realizada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em apoio às 29ª e 31ª Promotorias de Justiça de Campo Grande, cumpriu 8 mandados de prisão preventiva e 35 mandados de busca e apreensão.

As cidades onde foram cumpridos os mandados foram Campo Grande, , , Rochedo e . Foi identificada pela investigação a existência de organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, fraude em licitações e contratos públicos e lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a investigação, o grupo criminoso fraudava licitações públicas para compra de aparelhos de ar-condicionado para a SED, também a locação de equipamentos hospitalares e elaboração de laudos pela SES.

Também foi fraudada licitação para aquisição de materiais e produtos hospitalares para pacientes da Apae de Campo Grande, além de outros. Os crimes foram cometidos com pagamento de propina a vários agentes públicos. Os contratos já identificados e objetos da investigação ultrapassam R$ 68 milhões.

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