Julgamento da Minerworld é adiado e processo ‘longo’ de 50 mil calotes não tem nova data

Julgamento tem 16 réus e mais de 12 mil páginas no processo
| 07/02/2022
- 18:52
Audiências estavam marcadas para os dias 8
Audiências estavam marcadas para os dias 8, 9 e 10 de março. - Foto: Reprodução.

Marcado para março, o julgamento da Mineworld foi adiado e não tem nova data para acontecer. Considerado como ‘longo’, cerca de 50 mil pessoas foram vítimas da empresa que está sendo processada coletivamente.

A decisão de suspensão das audiências marcadas para 8, 9 e 10 de março deste ano foi proferida pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. Este mesmo juiz havia marcado as audiências, que iriam prestar depoimento presencial em comarcas diferentes, já que nem todos são de Mato Grosso do Sul.

Segundo o juiz, “o processo é complexo, longo e existem vários embargos de declaração que necessitam serem apreciados antes da mencionada audiência”. Assim, considera não haver tempo para apreciação dos embargos, “porque ainda está em curso o prazo para que o Ministério Público e os requeridos apresentem suas manifestações”.

Seriam ouvidos

No dia 8 de março seriam ouvidos Cícero Saad Cruz, José Aparecido Maia dos Santos, Ivan Félix de Lima, Jonhnes de Carvalho Nunes e Luís Augusto Yamashita de Souza. No dia 9, seria a vez de Hércules Franco Gobbi, Patrícia da Silva Beraldo, Rosineide Pinto de Lima, Mayckon Voltaire Grisoste Barbosa e Thayane Mayara Almeida Correia. Por fim, no dia 10, o juiz escutaria Mayko Alessandro Cunha Franceschi, Jeová das Graças Silva, Edenil Neiva das Graças, Zully Daniela Acosta Ortiz, Raimundo Olegário Cruz e Mirna Saad Cruz.

Investigações

Devido ao número de vítimas, o processo é extenso e conta com mais de 12 mil páginas e dezenas de partes envolvidas, sendo que ainda há mais pessoas interessadas tentando participar da ação. De acordo com o Gaeco, o grupo liderado por Cícero explorou pirâmide financeira envolvendo supostos serviços de mineração de bitcoins. O caso veio à tona depois que os réus deixaram de honrar com as promessas de lucro feitas aos investidores.

Há relato de vítimas que investiram mais de R$ 100 mil com expectativa de retorno de 100% após 1 ano. Diante das provas encontradas durante a operação, bem como outros materiais colhidos ao longo do inquérito, o MPMS pede a condenação em danos materiais, para que as vítimas sejam reparadas com o dobro do que investiram, bem como solicita danos morais de R$ 5 mil para cada um dos consumidores e mais R$ 25 milhões em favor do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor. Por fim, pede a dissolução das empresas associadas e espera que a fique proibida de atuar no Brasil.

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