Política / Transparência

Vereadores e empresários terão que devolver R$ 54 mil após farra de combustíveis

Descontrole de gastos com combustíveis na Câmara de Vereadores de Caarapó foi confirmado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que exigiu a devolução de R$ 54 mil aos cofres públicos. A penalidade foi definida pelo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o presidente da Câmara, vereador André Nezzi, o vereador […]

Danúbia Burema Publicado em 22/01/2021, às 08h44 - Atualizado em 23/01/2021, às 09h21

Vice-presidente da Assomasul, André Nezzi. Foto: Arquivo.
Vice-presidente da Assomasul, André Nezzi. Foto: Arquivo. - Vice-presidente da Assomasul, André Nezzi. Foto: Arquivo.

Descontrole de gastos com combustíveis na Câmara de Vereadores de Caarapó foi confirmado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que exigiu a devolução de R$ 54 mil aos cofres públicos. A penalidade foi definida pelo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o presidente da Câmara, vereador André Nezzi, o vereador Edson Montanhere Baratella, um chefe de gabinete e dois empresários envolvidos no fornecimento.

Os detalhes foram publicados na edição desta sexta-feira (22) do Diário Oficial do MP. Conforme a publicação, o acordo é resultado de inquérito civil no qual os vereadores reconheceram que não havia controle dos gastos com combustíveis usados nos veículos oficiais.

Pelo flagra, os envolvidos terão que devolver R$ 34,9 mil que serão recolhidos ao Fundo Municipal de Saúde de Caarapó. Os valores serão pagos de forma parcelada. Caso não cumpram o estabelecido, fica autorizado o desconto diretamente em folha de pagamento e até com a indisponibilidade de seus imóveis.

Além do recolhimento, os vereadores foram condenados ao pagamento de multa cível de R$ 9,5 mil cada um, também parcelado. A empresa envolvida não poderá contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos. Por fim, ficou previsto também no TAC que o chefe de gabinete compromete-se a renunciar à sua função, com o termo de acordo já valendo como pedido de exoneração. Ele também fica proibido de contratar com o poder público pelos próximos cinco anos.

Jornal Midiamax