Política / Transparência

Servidores são investigados pelo desvio do auxílio emergencial de vulneráveis em MS

MPMS instaurou inquérito civil para apurar atos de improbidade administrativa

Renan Nucci Publicado em 19/11/2021, às 07h41

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Foto Ilustrativa

Servidores do município de Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande, são investigados por suspeita do desvio do auxílio emergencial de pessoas em situação de vulnerabilidade. O MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) instaurou inquérito civil para apurar o ocorrido.

O edital assinado pelo promotor de Justiça, Paulo Henrique Mendonça de Freitas, foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (19). As investigações tiveram início a partir de notícia de fato encaminhada por uma testemunha, relatando com detalhes como os servidores supostamente praticaram a ilegalidade.

Conforme detalhado, com a chegada da pandemia e o anúncio da liberação do auxílio emergencial para a população, muitos moradores com baixa instrução encontravam dificuldade para efetivar seus cadastros e, por este motivo, procuravam ajuda em um ponto de apoio da prefeitura instalado em frente à Caixa Econômica Federal.

No entanto, as informações são de que os servidores aproveitavam a oportunidade para se apropriar dos dados pessoais das vítimas e, inclusive, fotografar os documentos para terem acesso ao dinheiro que seria depositado. Ou seja, fingiam que estavam ajudando, quando, na verdade, estavam se aproveitando destas pessoas.

Quando chegava o período do pagamento, os moradores não recebiam o dinheiro e iam atrás de informações junto aos servidores que, por sua vez, alegavam que o valor ainda não havia sido transferido ou que o cadastro não havia sido autorizado. Dessa forma, desviaram o benefício de vários.

Até mesmo um homem em situação de rua foi vítima. Consta, inclusive, que o valor que caía na conta das vítimas era diretamente repassado para as contas dos servidores. Eles faziam compras e pagavam boletos. Diante dos fatos, os suspeitos são investigados pelo MPMS por improbidade administrativa. O caso foi levado ao conhecimento da Polícia Federal em Dourados, que também abriu investigação.

Jornal Midiamax