Política / Transparência

Detran-MS revoga suspensão e mantém em cargo servidor investigado por favorecer empresas

Arioldo Centurião Junior é servidor comissionado e está em licença médica

Renata Volpe Publicado em 13/04/2021, às 11h55

Servidor comissionado do Detran-MS é investigado por favorecer empresas
Servidor comissionado do Detran-MS é investigado por favorecer empresas - Reprodução

Devido a uma decisão judicial, o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) revogou portaria de dezembro do ano passado, que suspendia o servidor comissionado Arioldo Centurião Junior, investigado em favores estampadoras.

A decisão desta terça-feira (13) é assinada pelo diretor-presidente do Detran, Rudel Espíndola Trindade. Com isso, Arioldo deveria retornar ao cargo, mas está em licença médica. 

Em outra decisão, do último dia 20, o servidor comissionado foi exonerado do cargo. Segundo a assessoria do Departamento, a decisão desta terça-feira se refere a suspensão cautelar entre os dias 04 de dezembro de 2020 e 12 de março de 2021. Tendo sido exonerado do cargo em comissão, a suspensão perdeu o efeito.

Entenda

Centurião Junior tornou-se alvo de investigação policial por seu envolvimento com empresas estampadoras, responsáveis pelo emplacamento de veículos.

Ele já havia sido afastado do cargo por 180 dias, desde dezembro de 2020, do cago de presidente da Comissão Especial de Credenciamento.

A suspeita era de que houve privilégio para determinadas empresas no credenciamento junto ao Detran-MS, com o fornecimento de informações privilegiadas. Tal fato caracteriza corrupção passiva, enquadrada como improbidade administrativa.

A investigação foi comandada pela Dracco (Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), via Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção). Pedido de prisão temporária de Centurião Junior, expedição de mandado de busca e apreensão e seu afastamento por obstrução à Justiça chegaram a ser pedidos, sendo rejeitados pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa. Este ordenou apenas o afastamento durante o andamento da investigação.

O caso corre sob sigilo na 5ª Vara Criminal de Campo Grande.

Jornal Midiamax