Política / Transparência

MPMS vai investigar falta de medicamentos do ‘kit intubação’ em MS

O MPMS (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito civil para apurar a falta de medicamentos para sedação e anestesia, contra a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). O inquérito vai correr na 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, comandada pela promotora de Justiça Luciana do Amaral Rabelo, conforme […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 01/09/2020, às 09h31 - Atualizado às 09h35

 (Foto Ilustrativa: Edemir Rodrigues/Subcom)
(Foto Ilustrativa: Edemir Rodrigues/Subcom) - (Foto Ilustrativa: Edemir Rodrigues/Subcom)

O MPMS (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito civil para apurar a falta de medicamentos para sedação e anestesia, contra a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). O inquérito vai correr na 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, comandada pela promotora de Justiça Luciana do Amaral Rabelo, conforme publicação no DOMP (Diário Oficial do MPMS) desta terça-feira (1º).

Um levantamento feito pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) realizado em agosto apontou baixa no estoque de 9 medicamentos utilizados para intubação de pacientes. Dois deles – o Cisatracúrio, besilato 2mg/ml (amp 10 ml) e o Propofol 10 mg/ml (fr 100 ml) – ja estavam em falta.

Em julho, o titular da SES, Geraldo Resende, afirmou que mesmo com os processos licitatório concluídos, os fornecedores de medicamentos como anestésicos e relaxantes musculares não estariam conseguindo entregar as drogas, devido a alta demanda por elas em todo o país.

Ao todo, ao menos 11 medicamentos utilizados como apoio no uso de respiradores e intubação estão em falta em diversos estados – entre eles, o Rocurônio, que em junho esteve ausente em 24 unidades de federação. Naquela ocasião, os medicamentos foram obtidos em uma parceria com a Unimed do Rio de Janeiro e já estão em MS, vindo no mesmo voo que possibilitou a entrega de cerca de 1,8 mil amostras biológicas do exame RT-PCR de Covid-19 ao laboratório da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

Jornal Midiamax