Política / Transparência

Investigado por favorecimento, diretor do Detran-MS é afastado por até seis meses

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) afastou por 180 dias (cerca de seis meses) o servidor Arioldo Centurião Junior, titular da DIRV (Diretoria de Registro e Controle de Veículos). A portaria foi publicada na edição desta terça-feira (8) do DOE (Diário Oficial Eletrônico). Na semana passada, o Jornal Midiamax adiantou […]

Adriel Mattos Publicado em 08/12/2020, às 10h06 - Atualizado às 16h35

Arioldo Centurião Junior foi afastado de presidência de comissão após investigação. Decisão negou prisão temporária e busca e apreensão | Foto: Reprodução | Facebook
Arioldo Centurião Junior foi afastado de presidência de comissão após investigação. Decisão negou prisão temporária e busca e apreensão | Foto: Reprodução | Facebook - Arioldo Centurião Junior foi afastado de presidência de comissão após investigação. Decisão negou prisão temporária e busca e apreensão | Foto: Reprodução | Facebook

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) afastou por 180 dias (cerca de seis meses) o servidor Arioldo Centurião Junior, titular da DIRV (Diretoria de Registro e Controle de Veículos). A portaria foi publicada na edição desta terça-feira (8) do DOE (Diário Oficial Eletrônico).

Na semana passada, o Jornal Midiamax adiantou que Centurião Júnior foi afastado da presidência da Comissão Especial de Credenciamento, responsável pela abertura, processamento de credenciamento de empresas estampadoras de placas de identificação veicular no Estado.

Ainda conforme a portaria, o servidor deve continuar recebendo seu salário nesse período. Ele deixou as funções por força de decisão judicial em processo sigiloso que corre na 5ª Vara Criminal de Campo Grande.

O afastamento de Centurião Junior atende a pedido formulado após inquérito policial que investiga o envolvimento do servidor com empresas estampadoras, responsáveis pelo emplacamento de veículos, após suspeita de privilégio de determinadas empresas no credenciamento com o fornecimento de informações privilegiadas, o que caracterizaria corrupção passiva (improbidade administrativa).

A investigação é comandada pelo Dracco (Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), através da Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção),  e pediu, inclusive, a prisão temporária de Centurião Junior, expedição de mandado de busca e apreensão e afastamento de Centurião por obstrução à Justiça. Todavia, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, ordenou apenas o afastamento durante o andamento da investigação.

Jornal Midiamax