Política / Transparência

Fortuna flagrada em malas pela PF estavam na casa de ex-secretário de Finanças

Os R$ 2,4 milhões apreendidos pela PF (Polícia Federal) durante os trabalhos da Operação Atalhos, deflagrada na terça-feira (28), foram encontrados na casa do ex-secretário de Finanças, Receita e Controle, Fernando Pereira, que atuou na gestão da ex-prefeita Márcia Moura (MDB). O dinheiro foi depositado em uma conta judicial e o restante do material apreendido está […]

Danúbia Burema Publicado em 29/05/2019, às 16h24 - Atualizado em 30/05/2019, às 08h50

Notas de R$ 50 e R$ 100 apreendidas foram depositadas em conta judicial. Foto. Divulgação
Notas de R$ 50 e R$ 100 apreendidas foram depositadas em conta judicial. Foto. Divulgação - Notas de R$ 50 e R$ 100 apreendidas foram depositadas em conta judicial. Foto. Divulgação

Os R$ 2,4 milhões apreendidos pela PF (Polícia Federal) durante os trabalhos da Operação Atalhos, deflagrada na terça-feira (28), foram encontrados na casa do ex-secretário de Finanças, Receita e Controle, Fernando Pereira, que atuou na gestão da ex-prefeita Márcia Moura (MDB). O dinheiro foi depositado em uma conta judicial e o restante do material apreendido está sendo analisado.

Detalhes da investigação não podem ser divulgados para não comprometer o andamento dos trabalhos. A operação foi desencadeada em Campo Grande, Naviraí, Três Lagoas e nas cidades paulistas de Luís Antônio e Americana. Viaturas da PF estiveram na prefeitura de Três Lagoas, na casa de Márcia do ex-secretário Fernando e do ex-secretário de Educação Márcio Grespan. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão.

A operação recebeu o nome de Atalhos em alusão a um caminho mais curto, porém igualmente ilegal, entre o objeto da licitação, a prestação de serviços de transporte escolar e as fraudes praticadas pelos investigados para burlar os processos e superfaturar os contratos com a Prefeitura.

Durante as investigações foram descobertas ilegalidades em três procedimentos licitatórios em relação ao transporte escolar, com recursos federais vindos do PNATE (Programa Nacional de Transporte Escolar).

Agentes públicos e empresários foram identificados como participantes do direcionamento dos certames para que fossem vencidos por empresas pré-estabelecidas, sendo objeto da investigação a identificação de cada responsável pelas atividades delitivas.

Os procedimentos licitatórios e os contratos de prestação de serviços fraudados são dos anos de 2015 a 2017. As licitações e contratos públicos sob investigação são de cerca de R$ 12 milhões, sendo que até o momento já foi identificado preço acima de aproximadamente R$ 1,6 milhão dos direcionamentos.

Jornal Midiamax