Advogado de Puccinelli ainda não definiu como recorrer

Apontado pela Polícia Federal como possível operador no esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina envolvendo a Gráfica Alvorada, o ex-secretário-ajunto de Fazenda do governo André Puccinelli, André Luiz Cance, nega as irregularidades, segundo o que afirma sua defesa no processo.

Segundo o advogado de Cance, José Wanderlei Bezerra, a acusação de que seu cliente operava o esquema a mando do ex-governador é ‘fantasia’. “Isso não existe”, afirmou o advogado, que revelou que vai entrar com pedido de habeas corpus no TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª região) até amanhã, terça-feira (16).Para defesa de ex-secretário de Fazenda de André, acusação da PF é 'fantasia'

Durante as investigações, os agentes federais concluíram que a evolução patrimonial do ex-secretário e de sua ex-mulher, Ana Cristina Pereira da Silva, que saltou de R$ 1,1 milhão em 2010 para R$ 16 milhões em 2014, é incompatível com os rendimentos declarados.

A defesa de Cance rebate as acusações. “Entendemos (que a evolução patrimonial) é plenamente justificável. Mas, é uma questão que vamos justificar no processo”, disse José Wanderley.

Em maio de 2016 durante a Operação ‘Fazendas de Lama’, o ex-secretário também já havia sido preso na 2ª fase da Lama Asfáltica, que apurou o crime de lavagem de dinheiro e aquisição de propriedades rurais com dinheiro que teria sido desviado de obras públicas.

Puccinelli

Já a defesa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) revelou que ainda não definiu como vai recorrer do pagamento de fiança de R$ 1 milhão estipulada pela Justiça Federal. Segundo o advogado Renê Siufi, que está em São Paulo (SP) e só retorna a Campo Grande amanhã, ainda hoje uma nova tentativa de evitar novas medidas restritivas contra o peemedebista deve ser tomada.

André Puccinelli, por meio de sua assessoria, afirmou que não vai comentar o caso. Todas os esclarecimentos sobre o caso serão feitos apenas por sua defesa no processo.