Política / Transparência

Prefeito e três vereadores são alvos de operação por fraude em licitação em MS

Operação da Polícia Civil acontece em Jaraguari

Evelin Cáceres Publicado em 10/08/2016, às 11h30

Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução. - Foto: Reprodução.

Operação da Polícia Civil acontece em Jaraguari

Desde a madrugada desta quarta-feira (10) cerca de 40 policiais civis da Capital deflagraram a Operação Meteoro em Jaraguari, distante 47 quilômetros de Campo Grande, com busca e apreensão na Prefeitura, Câmara de vereadores da cidade e comércios.

A suspeita, segundo informações preliminares, é de fraude e superfaturamento em licitações e falsidade ideológica praticada, em tese, pelo prefeito e mais três vereadores da cidade com pouco mais de 6 mil habitantes.

A Operação cumpre 20 mandados de busca e apreensão envolvendo casas, comércios, secretarias municipais, a Câmara de vereadores e a Prefeitura. A operação é comandada pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado). 

A suspeita de improbidade administrativa motivou um pedido de busca e apreensão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso od Sul, com cautelar deferida para ser cumprida nesta quarta. A operação conta com o apoio do Garras, Denar, Derf e Decon. 

A denúncia noticia diversos atos de improbidade imputados ao atual prefeito da cidade "em conluio criminoso" com vereadores do município e ainda gestores públicos e privados do Estado. 

Em razão do foro privilegiado, as denúncias de fraude em licitação, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, peculato, emprego irregular de verbas públicas, corrupção, passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Em parceria, empresários e poder público estariam prejudicando o comércio local ao superfaturar obras, direcionar tráfico de influência, e outras irregularidades em borracharias, transporte escolar, obras, assistência social, merenda escolar, frota, locação de veículos, recuperação de estradas, informática, alimentação, saúde e despesas oficiais. 

A investigação corre desde dezembro de 2015. 

Jornal Midiamax