Contratos de informática citados na Lama Asfáltica saltaram de 30 mi para 79 mi

Aumento ocorreu em um ano
| 23/04/2016
- 15:18
Contratos de informática citados na Lama Asfáltica saltaram de 30 mi para 79 mi

Aumento ocorreu em um ano

Empresas denunciadas pelo MPE (Ministério Público Estadual) na ação de improbidade administrativa que envolve o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e o empresário João Baird,  receberam um acréscimo de R$ 48 milhões entre 2015 e 2016 nos contratos que mantém com o governo estadual.

De janeiro a março de 2015, a , PSG Tecnologia Aplicada Ltda e a Digithobrasil Soluções Software Ltda receberam do governo R$ 30.907.989 milhões, em virtude dos contratos de serviço em diversas pastas da atual administração tucana.

Nos três primeiros meses deste ano, estas empresas receberam do governo R$ 79.016.437 milhões, um acréscimo de R$ 48.108.448 milhões em um ano. Os valores constam nos extratos de autorização de despesa e emissão de nota de empenho, divulgados em Diários Oficiais do Estado. 

As contratações com o governo estadual seguem normalmente, mesmo após ação movida contra Puccinelli, na qual a força-tarefa da aponta suspeita de que a PSG e a Digithobrasil integravam 'um mesmo conglomerado econômico', sendo que 'tal situação demostra que o Estado, em virtude da terceirização ilegal, ficou dependente dessas empresas de informática'.

Segundo os promotores que fazem parte da força-tarefa, Thalys Franklyn de Souza, Tiago Di Giuliu, Fernando Zaupa e Cristiane Mourão, “há fortes indícios de que João Roberto Baird tenha alguma espécie de participação nas empresas PSG e Digitho que também mantêm contratos milionários com o Estado. Baird foi sócio de Suely Aparecida Carrilhos de Almôas, sócia majoritária e diretora administrativa da Digitho”.

Em janeiro de 2016, os promotores ingressaram com a ação de improbidade administrativa e constataram ligações entre os empresários. “Em relação a PSG é notória amizade existente entre os seus sócios João Baird e Antônio Celso Cortez, tanto que era comum o primeiro emprestar seu avião ao segundo. Ainda em análise ao processo verificou-se que a relação entre ambos é antiga, demostrada pela emissão de cheques, de valores significativos, por João Baird em favor de Antônio Celso” diz trecho do processo. 

A Digitho foi doadora de campanha de Edson Giroto (PR) quando concorreu à Prefeitura de Campo Grande em 2012. O montante doado foi de R$ 600 mil. A empresa, por sua vez, teve contrato aditivado mais de seis vezes somando mais de R$ 3 milhões. Em 2010 o próprio Puccinelli recebeu R$ 250 mil para financiar campanha de reeleição.

No Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (20), o governo, por meio da SED (Secretaria de Estado de Eduação), aumentou o valor pago em um dos contratos com a Digitho, assinado ainda em 2011. Com o acréscimo de R$ 719,6 mil, o valor global chega a R$ 8,6 milhões, praticamente o dobro do contratado há cinco anos, na gestão Puccinelli, cujo valor inicial era R$ 4,9 milhões, para ‘contratação de empresa especializada para a prestação de serviços técnicos de informática'. 

A Digitho também já foi investigada pelo MPE (Ministério Público Estadual) por contratos celebrados com a Agehab (Agência Estadual de Habitação), com quem manteve contratos desde 2004, ainda na gestão de Zeca do PT. 

Estratégia – A empresa Mil Tec Tecnologia da Informação Ltda, de propriedade do ex-sócio de Baird na Itel, Ricardo Fernandes de Araújo, conseguiu R$ 28,6 milhões em contratos com o governo do Estado desde fevereiro deste ano, segundo consta em Diários Oficiais.

No último dia 5 de fevereiro, a companhia publicou comunicação de incorporação integral à sociedade com a Itel, uma das investigadas pela Operação Lama Asfáltica, justamente por denúncia de improbidade administrativa em contratações com o poder público.

Araújo possui 91,6% da Mil Tec desde fevereiro de 2004 e Rosimeire Aparecida de Lima aparece como sócia com 8,3% desde o segundo mês deste ano. No dia 18 de janeiro, segundo a publicação, houve incorporação com registro disponível na Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul).

Veja também

União, estados e municípios só mudarão as regras na próxima eleição

Últimas notícias