Política / Transparência

União repassa R$ 1 milhão para MS para ações de combate às drogas

Recurso é para ações do programa Crack é Possível Vencer 

Heloísa Lazarini Publicado em 06/10/2015, às 15h38

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Presidente Dilma Rousseff (PT) durante lançamento do programa em 2012/Foto: Div

Recurso é para ações do programa Crack é Possível Vencer 

O governo federal liberou R$ 26.287.191,60 milhões para atender municípios que integram programa Crack é Possível Vencer. A portaria, nº 1670 de 2 de outubro de 2015, que regulamenta repasse foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (6).

Em Mato Grosso do Sul, dos 79 municípios apenas dois vão receber recursos. Campo Grande receberá R$ 782.640,00 mil, e Costa Rica – distante 310 quilômetros da Capital – receberá R$ 269.258,28.

Lançado em dezembro de 2008, o programa abrange um conjunto de ações interministeriais para enfrentar o crack e outras drogas, e tem o objetivo aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos dependentes químicos além de ações de enfrentamento e combate ao tráfico desenvolvidas em parceria com estados e municípios.

Mato Grosso do Sul recebeu, em 2012, R$ 2 milhões para dar início à implantação do Crack é Possível Vencer no bairro Los Angeles. Os recursos foram utilizados, na época, pelo governo do Estado para adquirir equipamentos e capacitar profissionais selecionados, como policiais militares, civis, bombeiros, além de médicos, psicólogos e assistentes sociais.

O repasse autorizado pelo governo, por meio da portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta terça-feira (6) acontece depois de um intervalo de quase um ano desde repasse anterior. No início deste ano, o deputado estadual Beto Pereira (PDT) fez pronunciamento na Assembleia Legislativa e cobrou governo federal sobre retomada dos investimentos.

Conforme dados apresentados pelo parlamentar, dos R$ 4 bilhões empenhados em 2011 para programa apenas R$ 1.9 bilhão foram efetivamente pagos. Ainda de acordo com deputado, dos 308 consultórios previstos somente 123 foram implantados, e dos 175 centros de atenção psicossocial de álcool e drogas 24 horas, só 59 foram construídos.

Jornal Midiamax