Política / Transparência

Com fim de regalia, servidores do Parque terão de usar coletivo

Corte do benefício gerará economia de R$ 3,8 milhões

Evelin Cáceres Publicado em 10/04/2015, às 15h55

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Corte do benefício gerará economia de R$ 3,8 milhões

Os 419 servidores que usavam transporte exclusivo para chegar ao Parque dos Poderes, em Campo Grande, terão de pegar ônibus como qualquer trabalhador para chegar ao local, informou o governo do Estado nesta sexta-feira (10).

O benefício, que gerava  gasto de R$ 4,2 milhões aos cofres públicos para pagar duas empresas, beneficiava apenas 10% dos funcionários do Parque e será suspendido a partir do dia 30 de abril. Agora, os mais de 4 mil servidores estaduais terão uma linha de ônibus, gerando uma economia de R$ 3,8 milhões.

O ônibus será de linha do coletivo da Assetur (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano da Capital). Antes, o governo gastava R$ 840 por servidor. Com a modificação, a contrapartida estadual passa a ser de R$ 362 mil ao ano, ou de R$ 72 por servidor ao mês.

“Pensamos em um meio de economizar, mas sem perder a eficiência. Também chegamos à conclusão que não se pode privilegiar 419 servidores em detrimento de quatro mil que já utilizam o transporte urbano para chegar ao trabalho diariamente”, explicou o titular da SAD, Carlos Alberto de Assis, lembrando que o Estado optou por alterar o tipo de transporte após amplo estudo.

Nova linha expressa

A linha expressa que vai ligar o centro da cidade ao Parque dos Poderes começa a operar dia 15 de abril em conjunto com o outro sistema já existente. A alteração não resultará em custo adicional ao trabalhador, que continuará pagando 6% do salário pelo transporte público, como é previsto na Lei Federal nº 7.418/1985 e já ocorre.

Ainda de acordo com o secretário Carlos Alberto, a nova linha vai atender de forma efetiva quem precisar usar o transporte público para chegar ao Parque dos Poderes. “Todos nós temos uma linha de ônibus perto de casa. O servidor não vai ter que acordar mais cedo para ir trabalhar. A Assetur vai indicar para cada um onde se pega o ônibus, quais linhas utilizar e qual o tempo de trajeto”, disse o secretário.

Nos primeiros 90 dias de funcionamento da linha expressa, uma equipe formada por técnicos da Administração e da Assetur vai fazer o monitoramento do transporte como forma de adequar o serviço às necessidades do servidor. “Serão mais ônibus e mais horários para o trabalhador”, garantiu o secretário.

Jornal Midiamax