O turismo empresarial subsidiado por instituição já acostumada com farra finalmente irritou contribuintes que bancam a brincadeira. Assim, passeios de filha de secretário com amiguinha a tiracolo passaram do limite e viraram denúncia.

Segundo o que funcionários preteridos em comitiva oficial levantaram, de agregados no verdadeiro trem da alegria usou CNPJs laranjas para fazer jus a subsídio. Desta forma, destinos exóticos e caros foram devidamente aproveitados pelas jovens que pagaram de blogueirinhas na faixa.

Além disso, comportamento das ‘empreendedoras’ durante compromissos oficiais, como palestras com membros do corpo consular brasileiro, teria chamado a atenção e envergonhado comitiva.

‘Passaram a viagem toda visitando pontos turísticos e fazendo fotos para atualizar o insta. Não geraram um contato de negócio sequer’, denuncia quem acompanhou a pouca vergonha.

Regras do turismo empresarial com público

O chamado turismo empresarial movimenta bilhões anualmente e pode conciliar atividades turísticas com atividades empresariais entre agendas corporativas. No entanto, há regras para quando instituições bancadas com verbas públicas subsidiam parte dos custos em ‘missões oficiais’.

Desta forma, qualquer projeto institucional de MICE, que significa Meetings, Incentive, Conferences and Exhibitions (Reuniões, Incentivo, Conferências e Exposições) deve ser transparente e adotar critérios técnicos para escolha dos integrantes, agenda e até na avaliação dos resultados.

“O que aconteceu foi uma pouca vergonha. Representantes de setores que poderiam tirar proveito das viagens internacionais ficaram de fora para sobrar vagas que parentes de gente importante e até as amigas usaram de forma suspeita”, dizem os relatos.

Um dos indícios da suposta falcatrua para garantir os passeios disfarçados de turismo empresarial é o abre e fecha de CNPJs em bairros nobres de Campo Grande, como Tayama Park ou Carandá Bosque.

Alguns destes, apesar de recém-criados, ou da total irrelevância no empreendedor sul-mato-grossense, figurariam entre os que receberam subsídio para bancar as viagens internacionais caríssimas.

Por fim, funcionários relatam que a instituição, apesar de toda pompa e papo de compliance, está acostumada aos desmandos do grupo que tomou diretoria de assalto e quer continuar mamando no orçamento.

Assim, os deslizes com turismo empresarial são ‘pequenos problemas’, se comparados com o uso de notas frias para inflar repasses ou bancar gastos particulares nababescos dos dirigentes.