Política / Justiça

Por falta de emprego, moradores de distrito abandonam casas doadas pelo Governo

Privatização da BR 163 que corta o distrito teria provocado o desemprego.

Midiamax Publicado em 20/06/2017, às 16h02

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Privatização da BR 163 que corta o distrito teria provocado o desemprego.

Várias casas de um conjunto habitacional do programa social habitacional Casa da Gente do Governo do Estado  construída com recursos do Ministério das Cidades no distrito de Vila São Pedro no município de Dourados estão sendo abandonadas pelos moradores.

Inauguradas em Dezembro de 2014 as casas do Conjunto Habitacional Sebastião Pereira dos Santos beneficiaram famílias de baixa renda que viviam em condições precárias no distrito que fica a 15 km do centro de Dourados, próximo a Penitenciária Estadual.

Acontece que nos últimos meses alguns moradores começaram a abandonar suas casas e o caso foi denunciado no Ministério Público Estadual. A 11ª Promotoria de Justiça instaurou o Inquérito Civil número 06.2016.00001527-7 para apurar o abandono das casas.

A dona-de-casa Sueli Santos Meira, mãe de dois filhos, sendo uma cadeirante, confirmou a denúncia apresentada ao Ministério Público, e disse que várias famílias desapareceram e deixaram as casas abandonadas.

“Sei de uma mulher que estava desempregada e por isso foi embora para Dourados onde arrumou trabalho”, disse a dona-de-casa que disse permanecer no local já que seu marido tem emprego fixo numa empacotadora de erva-mate que funciona no distrito.

O conjunto que tem 28 casas foi construído para atender a demanda por habitações que havia no distrito. Na época o comércio de artesanato no distrito era forte, mas segundo, Sueli Meira, depois que a BR 163 passou a cobrar pedágio o movimento diminuiu e várias lojas fecharam.

“Aqui não tem emprego para todo mundo”, disse a dona-de-casa ao citar que várias amigas foram embora do distrito por falta de emprego. Segundo ela, outras pessoas disseram ter abandonado as casas por elas teriam sido mal construídas. “Não temos asfalto, paredes e goteiras são comuns em algumas casas”, disse Sueli que diz sofrer com a falta de acessibilidade no conjunto habitacional, já que tem que levar todos os dias sua filha cadeirante para a escola transitando pelas ruas cheia de matos e buracos.

Assista ao vídeo.

Jornal Midiamax