A Justiça da Itália determinou nesta quarta-feira (30) a prisão de dez suspeitos de ligação com a Ndrangheta, a máfia calabresa. Na lista de presos está Vicenzo Giglio, da província de Reggio Calabria, no Sul do país, além de um advogado e um policial. As investigações foram conduzidas pelo Ministério Público de Milão.

De acordo com as apurações, o juiz Vicenzo Giglio, de 51 anos, era o responsável pela seção de prevenção do tribunal de Reggio. Além de magistrado, ele também é professor de direito e alvo de acusações de corrupção.

O oficial da polícia e o advogado detidos trabalhavam em Palmi, cidade a 30 quilômetros de Reggio di Calabria. Os outros presos são três supostos integrantes da Ndrangheta e um parlamentar regional, eleito pelo Partido Povo da Liberdade (PDL) – de centro-direita que apoiava o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

A Ndrangheta, também conhecida como Famiglia, Onorata Società e Picciotteria, é uma organização mafiosa que nos últimos anos perdeu as características rurais e ampliou poderes na Itália. Não é tão conhecida como a máfia siciliana Cosa Nostra, mas segundo investigações, tem se tornado influente.

De acordo com as apurações dos policiais, as atividades econômicas da Ndrangheta incluem tráfico internacional de cocaína e contrabando de armas, além de lavagem de dinheiro e crimes como extorsão e roubo.

 

Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa