Grande aposta

O mistério sobre qual pasta federal a senadora e ex-candidata à presidência Simone Tebet (MDB) deve ocupar no primeiro escalão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve mais um capítulo na última quinta-feira (22), com a três-lagoense não sendo incluída em mais um anúncio.

Cadê ela?

Na quinta-feira, a revelação de que o senador eleito pelo Piauí Wellington Dias (PT) será titular do Ministério do Desenvolvimento Social – responsável pela gestão do Bolsa Família – deixou parte da população frustrada com o nome da apoiadora de Lula de fora, já que esta seria uma das pastas pretendidas pela emedebista.

Haverá esperança

Mas, ainda há esperança. A especulação do momento é que Tebet deve, sim, receber oferta de um dos ministérios restantes, ainda sem padrinho ou madrinha. A grande aposta da vez é que a ex-prefeita de Três Lagoas e ex-vice-governadora de MS fique com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que deve voltar a se chamar Ministério das Cidades – uma pasta que tem bastante influência e importância no Executivo Federal. Será?

Remember

Para quem tem memória fraca, o protagonismo de Tebet no cenário nacional ganhou força quando a parlamentar confrontou depoentes da CPI da Covid, com momentos icônicos que marcaram os anais da internet entre 2021 e 2022. Neste ano, com mais de 4% das intenções de voto no 1º turno e como apoiadora do presidente eleito no 2º, a senadora ganhou simpatia dos internautas até ao pedir voto para o ex-oponente.

Tipo bolsa de valores

Enquanto isso, o nome da senadora, cujo mandato segue até fevereiro, movimenta um mercado de apostas imaginário, ao menos nas redes sociais. Difícil não encontrar o nome de Tebet nos trending topics do Twitter, por exemplo, em meio a especulações mil, tipo bolsa de valores, quem dá mais, quem dá mais?

Correria

Falando em ministros e em ministérios, os recém-anunciados no primeiro escalão do Governo Lula que estavam em Brasília na última quinta-feira (22), tiveram uma correria antes de deixar o Gabinete da Transição, onde muitos deles trabalhavam, a tempo de chegar nas cidades de origem a tempo das festas. Como Cida Gonçalves, que mora em Campo Grande (MS), e vai assumir o Ministério da Mulher.

Orgulho

Falando em Cida Gonçalves, que é quase sul-mato-grossense (afinal, mora para os lados de cá há quase quatro décadas), políticos de MS se mostraram felizes com a nomeação da “quase conterrânea”. Foi o que mostraram diversas publicações da classe política nos stories do Instagram.

MS é destaque

A propósito: a nova integrante do primeiro escalão de Lula acredita que, apesar de ter altos índices de violência, MS é destaque por iniciativas a favor das mulheres.

Tradição

Até que Mato Grosso do Sul é terreno fértil para ministros de Estado. Só na redemocratização, a lista tem Ramez Tebet (Integração Nacional no governo de Itamar Franco), Delcídio do Amaral (Minas e Energia, na gestão de FHC), Carlos Marun (ministro-chefe da Secretaria de Governo da gestão Temer), Luiz Henrique Mandetta (Saúde, na gestão de Jair Bolsonaro) e Tereza Cristina (Agricultura, também na gestão Bolsonaro)

Cenas dos próximos capítulos

Se os palpites de Tebet no Ministério das Cidades se confirmarem, é como se MS voltasse a ter pelo menos uma dobradinha na Esplanada dos Ministérios, tal qual em 2020, quando Mandetta e Tereza Cristina também atuavam por lá. Para a lista engordar, só se o nome do advogado indigenista Luiz Eloy Terena voltar para a mesa de apostas, no futuro Ministério dos Povos Originários, já anunciado por Lula. Será?