Na manhã desta quarta-feira (26), o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Rodolfo Nogueira (PL), esteve no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL) para acompanhar o segundo dia do julgamento no STF sobre a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar sul-mato-grossense disse que julgamento é ‘perseguição’ contra o ex-chefe do Executivo.
Antes do início da sessão, o parlamentar realizou uma oração com outros congressistas. Entre os presentes estavam os senadores Jorge Seif, Damares Alves e Magno Malta.
Em suas redes sociais, o deputado compartilhou sua presença ao lado de seu líder político, destacando uma passagem bíblica: “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito para te guardarem em todos os teus caminhos.”
Questionado sobre o julgamento, Nogueira disse: “É difícil acreditar nesse julgamento quando vemos figuras como Flávio Dino, ex-ministro de Lula e declarado comunista, Alexandre de Moraes, que tem demonstrado a anos uma perseguição implacável contra o presidente Bolsonaro e seus apoiadores. Além disso, temos Zanin advogado de Lula e indicado pelo mesmo. São todos indivíduos claramente declarados inimigos de Bolsonaro, o que torna esse julgamento claramente partidário. Diante disso, como podemos acreditar que esse julgamento será imparcial e sério, quando todos os envolvidos são veementemente contrários a Bolsonaro? O STF, ao que parece, não está fazendo justiça; está agindo em defesa de um partido.”
2º dia de julgamento contra Bolsonaro e mais 7 aliados
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (26), às 10h, o julgamento sobre o recebimento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados de tramarem e executarem um golpe de Estado malsucedido.
É o segundo dia do julgamento da denúncia apresentada no mês passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Neste momento, os cinco ministros que compõem a turma julgam o chamado “núcleo crucial” do golpe, composto por oito dos 34 acusados de integrar uma organização criminosa para praticar atos contra a democracia, entre 2021 e o início de 2023.
A sessão começou com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, votam os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, nessa ordem.
Se a maioria dos magistrados votar pela aceitação da denúncia da PGR, Bolsonaro e mais sete acusados passarão à condição de réus e vão responder a uma ação penal no STF pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Com a eventual abertura do processo criminal, os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Com o fim da instrução do processo, o julgamento será marcado, e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos.
Não há data definida para o julgamento. Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão.
*Com informações Agência Brasil
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