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Política

Após suspeita em CPI, Campo Grande pode ter ‘quarentena’ contra cooptação de servidores

Projeto foi proposto após casos de servidores, que migraram para concessões, revelados na CPI do Consórcio
Dândara Genelhú -
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CPI terá verificação dos depoimentos (Helder Carvalho, Midiamax)

Os servidores de podem ter um período de ‘quarentena’ após deixarem cargos públicos. O projeto de lei prevê que os ex-funcionários públicos aguardem dois anos após , para então trabalhar nas concessionárias que atendem o município.

A proposta ocorre após suspeita de cooptação de servidores, por parte de concessionárias que possuem contrato com o município. Na CPI do Consórcio, vereadores devem investigar a suspeita.

Isso porque duas testemunhas afirmaram durante as oitivas que atualmente trabalham ou trabalhavam com o Consórcio Guaicurus. O que ocorre é que antes, os funcionários das empresas prestavam serviços ao município, justamente para inspeção das empresas.

Protocolada em 3 de junho, a matéria nº 11.884/2025 tramita na Casa de Leis. Se aprovada, pode mudar a dinâmica de contratações de ex-servidores.

Restrições

“Restrições à contratação ou prestação de serviços, por pessoas que tenham exercido cargo ou função pública no âmbito da administração pública municipal direta ou indireta, junto a empresas privadas que mantenham contrato de concessão, permissão ou autorização com o Município”, explica o texto do vereador Coringa (MDB) — membro da CPI.

A proibição também inclui trabalhos na “forma de consultoria, assessoria, representação ou vínculo empregatício ou societário, junto a empresas concessionárias, permissionárias ou autorizadas pelo Município”. O prazo estabelecido de ‘quarentena’ é de 24 meses, ou seja, dois anos.

Então, o projeto define que as proibições valem para:

  • Servidores ou empregados públicos que tenham atuado na regulação, fiscalização ou controle de tais empresas;
  • Ocupantes de cargos em comissão ou funções gratificadas vinculadas aos órgãos de controle, fiscalização ou regulação de serviços públicos municipais;
  • Membros de diretorias, conselhos, chefias ou coordenações de autarquias, fundações ou empresas públicas municipais com atribuições fiscalizatórias.

Ademais, existem penalidades para quem descumprir as determinações: restituição dos valores recebidos em função do vínculo vedado; inabilitação para exercer cargo em comissão ou função de confiança no âmbito municipal pelo prazo de cinco anos e responsabilização por infração administrativa ou, conforme o caso, por ato de administrativa.

Suspeita de cooptação

Renato Assis Coutinho atuou na Agência como estagiário, em 2012. Foi efetivado posteriormente e ficou na diretoria econômica de 2017 até 2024. No fim da oitiva, admitiu que após exoneração a pedido, começou a trabalhar para as empresas que comandam o transporte público. “Quase meia hora para ele falar que estava prestando serviço para o Consórcio”, destacou Coringa (MDB).

“Reforça também a nossa responsabilidade de também anexar junto ao relatório, ou fazer um relatório paralelo, essa questão de cooptação de servidores”, disse Coringa (MDB)

O vereadores destacou que há necessidade de investigação de suposta cooptação de servidores, por parte do Consórcio. “O Renato era muito importante nessa Agência e poderia ter feito muito mais, ele não teve má fé até o momento. As investigações que vão analisar. Mas isso é preocupante. Reforça a necessidade dessa quarentena, de ter um concurso público”, afirmou.

A vereadora Ana Portela (PL), relatora da Comissão, destacou que há possibilidade de votar um novo fato determinado da CPI. “Foi até uma dúvida que eu falei para o presidente agora a pouco, é importante para essa comissão entender”.

Por fim, o presidente da CPI, Lívio Leite (União), disse que podem solicitar até quebra de sigilo fiscal dos ex-servidores. “Já foi estranho ter um ex-diretor que prestou serviço e agora vem um ex-servidor que atuou por 12 anos e depois sai e confirmou aqui, que agora está prestando serviços ao Consórcio”, comentou.

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