Foi sancionada pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) em publicação do Diário Oficial do Estado desta terça-feira (23) lei que dá ao município de Nioaque, distante 183 quilômetros de Campo Grande, o cognome de Vale dos Dinossauros.

A proposta foi votada na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e proposta pelo deputado estadual Junior Mochi (MDB). A ideia da proposta é marcar o município como local de achados de fósseis no Brasil e fomentar o turismo.

No começo dos anos de 1990, um arqueólogo de Mato Grosso do Sul encontrou uma pegada de dinossauro nas margens do Rio Nioaque. Os estudos só foram retomados a partir de 2017, quando uma equipe do Museu Nacional e do CPRM (Museu de Ciências da Terra, do Serviço Geológico do Brasil) foi ao local e encontrou várias outras pegadas.

Achado em Nioaque (Agência Brasil)

Nioaque

O município foi formalmente fundado 8 de abril de 1848. O sertanista Lopes demarcou a área onde a expedição, proporcionada pelo Barão de Antonina, chegara, fundando assim a cidade de Nioaque, no antigo Estado do Mato Grosso.

Nioaque é um dos municípios mais antigos de Mato Grosso do Sul. Com quase 14 mil moradores, a cidade é uma ‘aula de história ao ar livre’. Para quem passa pela cidade não é difícil encontrar as famosas estátuas de dinossauros espalhadas pela cidade. Turistas adoram fazer um registro ao lado dessas esculturas.

Nioaque é o 5º município mais populoso da pequena região de Jardim. O PIB da cidade é de cerca de R$ 315,2 mil, sendo que 32,5% do valor adicionado advém da administração pública, na sequência aparecem as participações dos serviços (26,1%), da agropecuária (32,5%) e da indústria (17,7%).