A ministra dos Povos Originários, Sônia Guajajara, cancelou a visita que faria nesta semana a Mato Grosso do Sul. Não foi informado o motivo do cancelamento da agenda e nem se há nova data marcada para a visita. Com isso, também fica adiada a decisão sobre a coordenação do Dsei (Distrito Sanitário Indígena) no Estado.

Isso porque indígenas de Mato Grosso do Sul estão divididos entre as lideranças Dionedison Terena e Arildo Terena como indicações à coordenação do Dsei-MS. O nome, no entanto, deve ser definido pela ministra.

A ministra viria a convite do coordenador da bancada federal, deputado federal (PT). No entanto, nova data ainda não foi repassada pela comunicação da ministra Sonia.

Nessa semana, o parlamentar esteve na sede do Dsei em Campo Grande para se encontrar com lideranças indígenas de todo o Estado que estavam no órgão.

Na ocasião, o parlamentar ouviu demandas e reivindicações das lideranças em relação a políticas públicas para o setor. Vander explanou sobre os 50 dias do governo e do momento de reestruturação que a política indigenista brasileira está vivendo neste período.

Coordenação

Uma das queixas ouvidas pelo deputado no Dsei se refere à escolha do nome do novo coordenador do Distrito em Mato Grosso do Sul. O grupo cobrou celeridade na indicação de Dionedison Terena, da Aldeia Bananal, em Aquidauana, para o posto.

Dionedson é suplente de vereador em e participou da equipe de transição do governo Lula no grupo técnico dos povos originários. Atualmente, é coordenador do Setorial de Assuntos Indígenas do PT-MS, além de integrar o setorial nacional do Partido na área.

Porém, os membros da APIB Cone SUL, Aty Guasu, Aty Jovem, Kunhangue Jeroky Guasu Marangatu, Representantes de professores, Comissão de questões indígenas de Dourados, Aty Kunha/Dourados e Setorial Indígena e demais membros filiados da Região da grande Dourados defendem o nome de Arildo Terena.

Um documento encaminhado via Setorial e Aty Guasu foi enviado aos parlamentares do PT-MS para análise.

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