O governador de Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel (PSDB) publicou nas suas redes sociais neste sábado (14) afirmando que colocar à disposição os serviços da Defensoria Pública para prestar assistência jurídica àqueles que ainda estão presos e não têm condições financeiras de constituir um advogado.

Na publicação, Riedel escrever que lamentou diversas vezes sobre os atos violentos e as invasões em Brasília. Vale reforçar que o decreto da União pontua sobre a deliberação dos serviços públicos para a defesa aos que não têm dinheiro para pagar o honorário de um advogado.

“Entendo que é nosso dever, dever do Estado, não se omitir nas suas obrigações! E oferecer assistência jurídica a quem não pode contratá-la é uma das mais importantes prerrogativas de qualquer cidadão. Também vamos prestar assistência às famílias, no sentido de atualizar a situação de cada um deles no dia a dia”, escreveu.

Riedel continua dizendo que Defensoria Pública do Distrito Federal e com o CONDEGE (Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos estão cooperando para dar assistência aos manifestantes que foram detidos depredando prédios dos três poderes do país.

“Acredito que assim contribuímos para demostrar ao País – e inclusive aos mais radicais – a natureza essencial de um regime baseado nos direitos e deveres individuais e na efetividade das leis! Acredito que este sempre será o melhor caminho para o distencionamento dos ânimos e a volta à normalidade!”.
Presos em atos de depredação ao patrimônio

No último domingo (8) milhares de manifestantes depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Cerca de 209 pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar e a Polícia Civil do Distrito Federal.

Todos foram levados de ônibus para o Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil. Eles passaram por exame de corpo de delito e, em seguida, encaminhados para unidades prisionais.

Também foram presas 1843 manifestantes nos acampamentos em frente aos quartéis. Conforme o decreto, as quase 2 mil pessoas vão responder por vandalismo, associação criminosa, atentado contra a democracia, entre outros crimes. O presidente Lula (PT) afirmou que responderão judicialmente.