O prefeito de Ribas do Rio Pardo, João Alfredo Danieze (Psol), preferiu não comentar sobre ações na Prefeitura após operação contra o ex-prefeito José Domingues Ramos, o Zé Cabelo (PSDB), e vereadores do município. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpre oito mandados de prisão e apreensão nesta quarta-feira (16).

Ao Jornal Midiamax, o prefeito disse que não comentaria sobre as medidas que a prefeitura irá adotar. “Não posso adiantar nada sem tomar conhecimento do ocorrido, dado o sigilo do procedimento”, pontuou.

Além disso, informou que não foi procurado durante esta manhã. “Não recebi nenhuma investigação na minha casa sem no gabinete, ou mesmo apreensão”, explicou.

Assim, afirmou que não possui detalhes sobre a investigação. “Prefiro não comentar porque o procedimento é sigiloso e não temos notícias de detalhes. O que sabemos é o que foi publicado no site do MPMS”, justificou.

Operação Tangentopoli

A Operação Tangentopoli, deflagrada nesta quarta-feira (16) em Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, cumpre 8 mandados de busca e apreensão. O Gaeco apura esquema de propina e corrupção envolvendo vereadores e o ex-prefeito da cidade no interior.

As investigações revelaram a existência da organização criminosa formada por vereadores de Ribas do Rio Pardo e também pessoas ligadas aos parlamentares. O objetivo era o cometimento de crimes de corrupção.

Assim, os vereadores exigiam propinas para montarem uma base partidária, aprovando projetos de interesse do então prefeito, na Câmara. Conforme apurado pelo Midiamax, o alvo da operação é o ex-prefeito José Domingues Ramos, o Zé Cabelo (PSDB).

Também foram cumpridos mandados na Câmara, além das casas do vereador Anderson Arry (PSDB) e do ex-presidente da Casa de Leis, Tiago Gomes de Oliveira, o Tiago do Zico.

Ainda conforme o Gaeco, o grupo também votava pelo arquivamento de comissões parlamentares instaladas para apuração de eventuais crimes de responsabilidade. Crimes eleitorais também foram identificados e são apurados.

Nesta quarta-feira, mais de R$ 88 mil foram encontrados e apreendidos na casa de um dos vereadores investigados.

O nome da operação faz alusão ao escândalo de corrupções em Milão, na Itália, que ganhou denominação na mídia de tangentopoli (cidade das propinas), que é a combinação da palavra “tangente” (propina) e “poli” (cidade).