O governador Eduardo Riedel tratou sobre a questão fundiária durante agenda na quarta-feira (08) em , onde se reuniu com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O chefe do Executivo tratou o momento como de “preocupação”.

Entre os assuntos discutidos, foi abordado as invasões de terras registradas no Estado. 

“A gente começa a viver um momento de preocupação. Tenho dito que o precisa se manter em ordem e fomos discutir essa discussão fundiária”, disse Riedel.

“O ministro Padilha, como ministro Chefe de Governo, vai comandar e liderar esse processo que envolve uma série de ministérios”, completou Riedel, comentando sobre um novo marco regulatório que o governo prepara sobre a questão.

Carnaval Vermelho

A FNL (Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade) promoveu mês passado série de invasões a fazendas no interior de e em Mato Grosso do Sul.

No Estado, o grupo invadiu a Fazenda Fernanda, em Japorã. Segundo nota da FNL, o grupo “ocupou a área e pede às autoridades que cumpram a lei e encaminhe a área para fins de reforma agrária, para que seja organizado um assentamento imediato das famílias”.

Houve tensão e o grupo invasor alegou que teria sido agredido.

“O movimento reivindica terra, trabalho, moradia e educação, através da ocupação de terras que já foram reconhecidas como públicas pela Justiça, porém ainda permanecem abandonadas sem cumprir seu uso social”, destaca a nota sobre o movimento.

Invasão em área de cultivo de eucalipto na Bahia

No fim de fevereiro, cerca de 1,7 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) invadiram três fazendas de cultivo de eucalipto da empresa Suzano Papel e Celulose, nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no sul da Bahia.

Essas foram as primeiras ocupações em massa do MST desde o início do governo Lula. As invasões mobilizaram sobretudo mulheres em alusão ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher. “Apesar de termos expectativas com o governo Lula em relação à reforma agrária, o MST acendeu o alerta amarelo diante da demora do governo federal em nomear a presidência do (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária)”, disse Eliane Oliveira, da direção nacional do MST na Bahia.