O diretório de do Democracia Cristã defendeu o suplente do PRTB, Rodrigo de Souza Lins, alvo de buscas da PF () em Mato Grosso do Sul. Ele é um dos investigados na Operação Lesa Pátria, deflagrada para identificar financiadores e quem fomentou os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Em nota assinada pelo presidente Fernando Moraes, o partido disse que “acompanha de perto a ação, confiando na segurança jurídica necessária para o esclarecimento dos fatos”. Assim, o diretório defendeu que “Rodrigo Lins tem notória lisura e retidão em seus atos, sendo reconhecido pelo seus apoiadores como um representante raiz da direita”.

“O Partido Democracia Cristã, através da sua Executiva Municipal de Campo Grande/ MS se mantém ao seu lado, inclusive, disponibilizando apoio técnico e jurídico para resolução deste episódio”, diz a nota. O partido cita também que Lins é pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande para as Eleições de 2024.

Suplente

Consta no Divulgacand que Lins é suplente do PRTB a deputado estadual, mesmo partido que elegeu Rafael Tavares para a (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

Segundo o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rodrigo é natural de e declarou R$ 310 mil em bens à Justiça Eleitoral. Contudo, a assessoria do PRTB informou que ele não é mais filiado ao partido e sim ao Democracia Cristã. “Rodrigo Lins é o nono na lista de suplência. Mas se a pessoa sai do partido deve perder a chance, já que a vaga de estadual não é do candidato e sim do partido”, explicou.

Nas redes sociais, Rodrigo Lins aparece em imagem ao lado do ex-deputado federal cassado Daniel Silveira, condenado a oito anos e nove meses de prisão pelo STF por ataques proferidos aos ministros da Corte.

Tavares se manifestou pelo Instagram dizendo: “o PT mandou a Polícia Federal fazer busca apreensão na casa da minha assessora. É óbvio que o objetivo dessa é chegar até mim. Que Deus nos abençoe e nos proteja!”

A assessora do deputado estadual, Aline Paiva Lopes, teria cozinhado no acampamento em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste). Ela é o segundo alvo da PF em MS. Segundo colegas da assessora, ela apenas feito orçamento para ir aos atos em no dia 8 de janeiro.

Operação Lesa Pátria

No total, a Operação Lesa Pátria cumpre 12 mandados em São Paulo, 6 no Paraná, 2 em Mato Grosso do Sul, 2 em Tocantins, 3 em Santa Catarina, 26 em Minas Gerais e 2 no Ceará.

Foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Os valores dos danos causados ao patrimônio público podem chegar a R$ 40 milhões.

Ainda de acordo com a PF, os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Naquele dia 8 de janeiro, grupo invadiu e depredou os três Poderes, Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.