Coordenador da bancada federal em , o deputado federal (PT) afirmou acreditar que o indiciamento do ex-presidente (PL) era um ‘desfecho inevitável’ do relatório.

“Bolsonaro sempre desprezou a democracia e em diversas ocasiões demonstrou desejo de permanecer no poder de forma autoritária. E, diante do conjunto de provas que a CPI levantou, não resta dúvida que Bolsonaro e seu entorno foram os mentores e estimuladores da tentativa de golpe de 8 de janeiro”, disse.

Para Vander, todas as pessoas envolvidas nos atos criminosos do 8 de janeiro já estão sendo investigadas e julgadas. “Portanto, é fundamental que aqueles que tramaram essa tentativa de golpe, os mandantes – Bolsonaro e seu entorno – também respondam por seus atos diante da Justiça”, afirmou.

Relatório da CPMI

A CPMI visou investigar a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O relatório foi concluso com 1.333 páginas.

“Jair Messias Bolsonaro deve ser responsabilizado pelos tipos penais descritos nos arts. 288, caput (associação criminosa), 359-P (violência política), 359-L (abolição violenta do Estado Democrático de Direito) e 359-M (golpe de Estado), todos do Código Penal, por condutas dolosas”, disse a relatora.

A dos indiciados inclui ainda Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e então secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. No total, são mais de 50 pessoas.

“Foi uma mobilização coordenada. Houve método na invasão. Autoridades protegeram manifestantes. O 8 de janeiro não foi ordeiro e pacífico. Proposta não era ocupar, mas depredar. Bolsonaristas radicais agrediram policiais, defecaram e urinaram nas sedes dos poderes. Foi uma tentativa propositada de golpe de Estado, provocar o caos e até mesmo, se necessário, uma guerra civil”, disse a relatora no começo da leitura.

Foram quatro meses de CPMI, 20 depoimentos e 957 documentos obtidos pela comissão.

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