O deputado estadual Neno Razuk (PL), alvo da Operação Sucessione nesta terça-feira (5), é o atual corregedor da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Assim, seria o responsável por apurar infrações praticadas pelos membros da Casa de Leis.

Consta como corregedor substituto o também deputado estadual pelo PL, Coronel David. Contra Neno foi cumprido mandado de busca e apreensão e ao menos quatro assessores parlamentares foram presos.

Ainda assim, o gabinete do deputado está aberto nesta terça-feira e há informação de que ele deve participar normalmente da sessão.

Gabinete está aberto nesta terça (Mariane Chianezi, Midiamax)

Estiveram na casa de Neno equipes do Batalhão de Choque, Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), em apoio ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Um dos assessores parlamentares do deputado, o major aposentado Gilberto Luiz dos Santos, foi preso na operação. Foram cumpridos mandados contra 10 alvos, de busca e apreensão e de prisão.

Em Dourados também são cumpridos mandados. O Midiamax tentou contato com o deputado por telefone, além da direção do PL em Mato Grosso do Sul, mas nenhuma ligação foi atendida até a publicação deste texto.

A operação é contra o jogo do bicho e estaria ligado a roubos de malotes de grupos rivais que estavam atuando em Campo Grande.

Roubo de Malotes

Três boletins de ocorrência foram registrados por roubo destes malotes, e duas das três vítimas teriam reconhecido o sargento da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) como autor dos assaltos.

Nas três ocasiões, segundo os registros, o sargento teria usado uma pistola, ameaçado e intimidado os apontadores, na tentativa de fazê-los mudar de lado. Citando o nome do suposto interessado em assumir o jogo do bicho em Campo Grande, o policial da reserva sempre deixada um ‘recado’ ameaçador.

Na casa onde as máquinas foram apreendidas, uma pistola foi encontrada. A investigação das máquinas encontradas está a cargo do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado). Além do sargento, um major aposentado da Polícia Militar também foi flagrado na residência.

A disputa pelo jogo do bicho em Campo Grande, que estaria sob o comando de um grupo de outro estado, teria envolvimento de servidores públicos da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul). O grupo rival teria assumido a Capital logo após a Operação Omertà desmantelar o grupo que mantinha a contravenção em Campo Grande.

Este grupo rival, logo após assumir, teria ‘comprado’ rivais para que não se instalassem na Capital. Agora, o grupo que lidera a região de fronteira de Mato Grosso do Sul tenta tirar do grupo rival o controle do jogo do bicho campo-grandense.