Pular para o conteúdo
Política

Após manifestações no Lollapalooza, confira o que é ou não propaganda eleitoral

Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral, eleitores podem fazer manifestações com bandeiras, broches e outros
Dândara Genelhú -
pabllo vittar manifestações lollapalooza reprodução
Pabllo e outros cantores se manifestaram contra Jair Bolsonaro no festival. Foto: Reprodução | Redes Sociais.

Após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgar as manifestações no Lollapalooza 2022 como propaganda eleitoral irregular, o debate sobre o que é campanha antecipada tomou as redes sociais. Faltando praticamente seis meses para as eleições gerais, resoluções do TSE definem como os eleitores podem se expressar até o dia das votações.

Segundo o TRE-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), propaganda eleitoral antecipada passível de é aquela que contenha pedido explícito de voto ou conteúdo eleitoral vedado. No entanto, a cantora foi autuada pelo ministro Raul Araújo por entoar “****-se Bolsonaro” durante show no festival em .

O pedido da multa e proibição de outras manifestações políticas no festival musical é assinado pelo PL (Partido Liberal), que tem Jair Bolsonaro como pré-candidato ao Governo Federal.

Além disso, a cantora segurou uma toalha com o rosto do pré-candidato à presidência, Lula (PT). O TRE-MS destaca que, em 2018, o TSE definiu que ‘palavras mágicas’ são consideradas com conceito de pedido explícito de votos. Exemplos são ‘vote em, eleja, apoie, vote contra’ e outros termos neste sentido.

A toalha — que já viralizou em outro momento — segurada pela cantora não estampa pedido de voto explícito ou as ‘palavras mágicas’. Apesar de destacar que os cidadãos possuem direito assegurado de manifestação do apreço por um candidato, o ministro afirmou:

“A garantia não parece contemplar a manifestação retratada na representação em exame, a qual caracteriza propaganda, em que artistas rejeitam candidato e enaltecem outro”.

Segundo a resolução nº 23.610/2019 do TSE, são vedadas as distribuições de camisetas, chaveiros, bonés, canetas e outros ‘brindes’ com campanha para o candidato. Segundo o artigo 19, esses itens não podem ser compartilhados pelos comitês ou próprios candidatos, pois podem “proporcionar vantagem a eleitora ou eleitor, respondendo à infratora ou o infrator, conforme o caso, pela prática de captação ilícita de sufrágio”.

Porém, o primeiro parágrafo do mesmo artigo define que “é permitido a qualquer tempo o uso de bandeiras, broches, dísticos, adesivos, camisetas e outros adornos semelhantes pela eleitora e pelo eleitor, como forma de manifestação de suas preferências por partido político, federação, coligação, candidata ou candidato”.

Até mesmo no dia das votações é permitida a manifestação do eleitor, desde que silenciosa e seguindo as normas da Lei nº 9.504/97. “É permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos”, define o artigo 19.

Manifestações em MS

O mesmo ministro que, neste domingo (27), aceitou pedido do partido do PL — partido do presidente Jair Bolsonaro — para proibir manifestações políticas no Lollapalooza já permitiu a manutenção de outdoors pró-Bolsonaro em duas cidades de Mato Grosso do Sul.

MS não é o único estado em que ele decidiu pela manutenção dos outdoors, vedados pela resolução nº 23.610/2019 do TSE. Na última quarta-feira, Araújo rejeitou pedido do PT para retirada de outdoors favoráveis a Bolsonaro espalhados por Rio de Janeiro, e Santa Catarina.

Um dos outdoors, localizado em Paraíso das Águas (MS) estampava a frase: “Pela democracia, pelas nossas famílias, por quem produz! Copper e produtores da região juntos com Bolsonaro”. Outro, em (MS), mostrava a hashtag “#FechadosComBolsonaro”.

“Indefiro o pedido do partido político representante direcionado à apuração e responsabilização de Jair Messias Bolsonaro por abuso de poder econômico nos autos desta representação, diante da inadequação da via eleita”, afirma a decisão do ministro do TSE, publicada no dia 23. O PT pediu, além da retirada dos outdoors, a responsabilização direta de Bolsonaro.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais

Ronaldo Caiado lança pré-candidatura à Presidência em 2026 durante evento em Salvador

Em pesquisa sobre hábitos de consumo, IBGE quer saber gastos com apostas online

Casal encontra carne em quintal e seis gatos mortos no bairro Guanandi

moradia emha

Despejados de prédio no São Jorge da Lagoa se mobilizam na sede da Emha por moradia

Notícias mais lidas agora

detran direitor

Ex-diretor do Detran-MS é absolvido por supostas contratações irregulares

ferveu

VÍDEO: Ônibus ‘ferve’ e atrasa passageiros no Terminal Morenão

Mais de uma década depois, juiz inocenta 11 em sentença da Coffee Break

Van Damme é acusado de ter relações sexuais com romenas vítimas de tráfico humano

Últimas Notícias

Cotidiano

Com sete mortes confirmadas, casos de dengue chegam a 2.445 em MS

Até a primeira semana de abril Mato Grosso do Sul registrou 6.692 casos prováveis de dengue

Transparência

Após adiar por quatro vezes, CNMP vai julgar relatório sobre inspeção no MPMS

Corregedoria verificou possíveis irregularidades na atuação de membros do Ministério Público de MS no ano passado

MidiaMAIS

Café da manhã? Jiboia é flagrada engolindo pomba no Parque dos Poderes

Ciclo da vida silvestre chamou a atenção de servidores a caminho do trabalho

Trânsito

Homem morre em hospital após sofrer acidente e ficar 15 dias internado em Dourados

Vítima era residente em Naviraí e teve que transferida para o Hospital da Vida