Política

Villasanti diz que antecipação de feriados é ‘medida necessária’, mas pede atenção à economia

A sobrecarga sobre o sistema de Saúde e seus profissionais justifica a antecipação dos feriados em Campo Grande. Com essa medida, será possível conter a circulação das pessoas e do novo coronavírus. Contudo, as medidas a serem tomadas pelo município também precisam cuidar da economia. A avaliação acima é do vereador Coronel Alírio Villasanti (PSL), […]

Danúbia Burema Publicado em 19/03/2021, às 11h05

Vereador Coronel Alírio Villasanti | Foto: Izaías Medeiros/CMCG
Vereador Coronel Alírio Villasanti | Foto: Izaías Medeiros/CMCG - Vereador Coronel Alírio Villasanti | Foto: Izaías Medeiros/CMCG

A sobrecarga sobre o sistema de Saúde e seus profissionais justifica a antecipação dos feriados em Campo Grande. Com essa medida, será possível conter a circulação das pessoas e do novo coronavírus. Contudo, as medidas a serem tomadas pelo município também precisam cuidar da economia.

A avaliação acima é do vereador Coronel Alírio Villasanti (PSL), segundo quem, embora radical, a antecipação dos feriados anunciada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) tem apoio de representantes do comércio.

“Entendo que, em razão da estrutura de Saúde estar sobrecarregada e os profissionais exaustos, [antecipar os feriados] seja uma medida necessária. Ressalto, porém, que temos de saber conciliar as decisões para que a economia não seja ainda mais prejudicada”, declarou.

Conforme noticiado pelo Jornal Midiamax na quinta-feira (18), horas depois de a Prefeitura de Campo Grande anunciar a antecipação dos feriados até setembro para o período de 22 a 26 de março, dirigentes de entidades como a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e a ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) disseram que a medida “não é ideal”. Porém, ela abre possibilidades como a negociação com funcionários a fim de reduzir a pressão financeira sobre as empresas.

A avaliação nessas entidades também é de que, junto com a proibição de circulação pela cidade, sejam tomadas medidas que permitam reduzir a falta de médicos e medicamentos. E, da mesma forma, que sejam discutidas opções para evitar maiores prejuízos à atividade econômica.

Lojistas querem a isenção parcial de tributos, como ISS e IPTU para conseguirem atravessar o momento sob menos pressão.

Villasanti reforçou que “as principais entidades representativas do comércio concordam com a decisão tomada [pela prefeitura]”, que se justifica com as observações feitas nas unidades de Saúde. “Verifiquei que a situação é realmente muito complexa”, considerou.

Jornal Midiamax