Política

Vereadora Camila Jara fala em passageiros como ‘sardinha’ nos ônibus para justificar criação de CPI

Parlamentar assina pedido de instalação da comissão para investigar Consórcio Guaicurus

Jones Mário e Mayara Bueno Publicado em 24/06/2021, às 16h43

Vereadora Camila Jara, do PT de Campo Grande
Vereadora Camila Jara, do PT de Campo Grande - Izaias Medeiros-CMCG

A vereadora de Campo Grande Camila Jara (PT) citou problemas como a concessão longa e o serviço ruim para justificar a criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus. A parlamentar assina o pedido de abertura da comissão com outros 11 colegas de Câmara Municipal.

“A gente precisa encontrar soluções de longo prazo para o transporte público de Campo Grande. Iniciamos o diálogo com o Consórcio Guaicurus e com representantes da prefeitura para que a gente conseguisse resolver essa situação, pelo menos a curto prazo, nesse momento de pandemia em que o transporte público se torna um agente transmissor do vírus, mas a gente observa que não existe - por parte da empresa - grandes esforços para tentar resolver o problema”, discorre a vereadora.

Ainda segundo Camila Jara, “o Consórcio se instalou no município com uma concessão de muitos anos, o que torna o contrato velho e defasado”. Assinado em 2011, o vínculo com o conglomerado de empresas é válido por 20 anos e prorrogável por mais dez.

“A CPI é para entender mesmo o que está acontecendo, para que a gente consiga encontrar os melhores resultados, porque não dá mais para as pessoas serem transportadas igual sardinha dentro dos ônibus de Campo Grande e nada ser feito”, completou a petista.

A criação da CPI para apurar questões vinculadas ao contrato do Consórcio Guaicurus com a prefeitura é sempre levantada no Legislativo municipal, uma vez que também são constantes as reclamações de usuários em relação à qualidade do serviço. Agora, com boa parte da bancada de Campo Grande eleita pela primeira vez, a possibilidade da CPI fica mais concreta.

Marcos Tabosa (PDT), vereador proponente da CPI, afirmou na semana passada que tem o aval de 12 parlamentares - são necessárias dez assinaturas, além de fato determinado, para uma comissão ser viável. No entanto, o pedetista disse que só vai apresentar o requerimento após o recesso parlamentar, uma vez que, até meados de julho, a Casa de Leis estará envolvida no trâmite das reformas do Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Previdência.

Jornal Midiamax