Política

Vereador quer impedir punições a pessoas não vacinadas contra Covid em Campo Grande

Medidas, ainda em discussão, que preveem o contrário são para evitar novas ondas da pandemia

Mayara Bueno Publicado em 10/09/2021, às 08h59 - Atualizado às 09h29

Servidores descarregam vacinas enviadas a MS
Servidores descarregam vacinas enviadas a MS - (Foto: Edemir Rodrigues, Governo do Estado)

Projeto de lei na Câmara Municipal de Campo Grande quer garantir 'livre locomoção' de pessoas que, mesmo quando a vez na fila da vacinação contra Covid-19 chegou, optaram por não tomar o imunizante. Na Capital, não há qualquer impedimento de entrada de público não vacinado em lugares, embora haja propostas e intenção neste sentido, sobretudo em eventos fechados e de grande aglomeração, para evitar uma nova onda da pandemia.

Na medida, apresentada pelo vereador Tiago Vargas (PSD), há proibição de sanção aos servidores e agentes públicos do município que se recusarem a tomar a vacina contra a doença — que já matou 585 mil pessoas no Brasil.

A título de explicação, atualmente, boa parte das repartições públicas de Mato Grosso do Sul determinou a volta ao trabalho presencial dos vacinados e também dos que não aderiram à campanha, mas exige que estes últimos assinem declaração de responsabilidade, afirmando que abriram mão da vacina.

Ainda segundo o projeto de lei, o vereador quer que 'nenhum gestor ou superior hierárquico' possa exigir comprovante de vacinação contra a Covid-19 na Prefeitura de Campo Grande. A proposição, segundo afirma, tem objetivo de 'garantir a soberania e o respeito aos princípios esculpidos por nossa Constituição Federal'. 

"Reafirmando as prerrogativas de que todo cidadão tem o direito a escolher o que deseja fazer consigo mesmo, incluindo o direito de escolha a se vacinar ou não". Vale lembrar que o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o Estado pode determinar aos cidadãos que se submetam, compulsoriamente, à vacinação. 

Contudo, ao menos conforme declarações do prefeito Marquinhos Trad (PSD), a Capital não deve impor nada neste sentido. Em ocasião anterior, disse que não cabe obrigar alguém a se vacinar, pois, uma vez que, com 4.004 mortes só na cidade (dados registrados até quarta-feira, dia 8), as pessoas já sabem da gravidade da doença.

Na Câmara Municipal, há pelo menos três proposituras que preveem exatamente o contrário do que a medida que Tiago Vargas propõe. De forma resumida, muitos parlamentares querem adoção do 'passaporte da vacina', exigido para entrada em eventos de grande porte.

Jornal Midiamax