Política

Senadores aprovam reforma eleitoral e barram retorno das coligações partidárias

Senadora de MS, Simone Tebet (MDB), foi relatora da PEC

Dândara Genelhú Publicado em 22/09/2021, às 17h24

Reforma deve ser promulgada até 2 de outubro, para valer em 2022.
Reforma deve ser promulgada até 2 de outubro, para valer em 2022. - Foto: Ilustrativa | Agência Senado.

Na tarde desta quarta-feira (22), senadores aprovaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 28/2021. A reforma eleitoral segue para promulgação, mas o retorno das coligações partidárias foi barrado.

A relatora da PEC, senadora sul-mato-grossense Simone Tebet (MDB), deu parecer em 15 de setembro, recomendando a aprovação do projeto. Porém, barrou os artigos que resgatam a volta das coligações.

“O eleitor sempre sabe em quem vota; nunca sabe, contudo, a quem seu voto ajudará a eleger”, definiu ela sobre as coligações. Os parlamentares aprovaram a relatoria e destacaram a importância da exclusão das junções partidárias.

Votada em primeiro e segundo turno, a PEC teve 66 posicionamentos favoráveis e três contrários. Dentre os 76 senadores, não houve nenhuma abstenção.

Como já apresentado na relatoria, a senadora Simone Tebet votou favorável à PEC, que também recebeu ‘sim’ da senadora Soraya Thronicke (PSL). O senador Nelsinho Trad (PSD), não votou.

Vale lembrar que o prazo para sanção de leis que alteram o processo eleitoral de 2022 está se aproximando, por isso o projeto foi votado nesta semana. É necessário que a legislação esteja vigente até um ano antes das eleições. Ou seja, as mudanças devem ser aprovadas e promulgadas até 2 de outubro.

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