Política

Senado cria liderança e Simone Tebet representará bancada feminina

Em votação simbólica nesta terça-feira (9), o Senado Federal aprovou projeto de resolução que altera o regimento interno para criar a bancada feminina e sua respectiva liderança. A matéria vai à promulgação. Derrotada na eleição para a presidência da Casa, Simone Tebet (MDB-MS) será a primeira líder da nova bancada. “O que queremos é defender […]

Adriel Mattos Publicado em 09/03/2021, às 17h34 - Atualizado em 10/03/2021, às 09h41

Simone conversa com a colega de bancada Soraya Thronicke (PSL-MS): grupo poderá discutir com outros líderes de pautas de interesse do público feminino. | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Simone conversa com a colega de bancada Soraya Thronicke (PSL-MS): grupo poderá discutir com outros líderes de pautas de interesse do público feminino. | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado - Simone conversa com a colega de bancada Soraya Thronicke (PSL-MS): grupo poderá discutir com outros líderes de pautas de interesse do público feminino. | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em votação simbólica nesta terça-feira (9), o Senado Federal aprovou projeto de resolução que altera o regimento interno para criar a bancada feminina e sua respectiva liderança. A matéria vai à promulgação.

Derrotada na eleição para a presidência da Casa, Simone Tebet (MDB-MS) será a primeira líder da nova bancada. “O que queremos é defender projetos estratégicos para o País sob a ótica da sensibilidade da mulher. Estamos preparadas para discutir o que quer que seja: economia, emprego, renda, melhoria da educação e da saúde, direitos trabalhistas, combate à violência contra a mulher”, declarou a parlamentar à CNN Brasil.

Conforme o texto  aprovado, a bancada feminina no Senado indicará líder e vice-líderes, havendo a cada seis meses revezamento das indicadas entre as 12 integrantes da bancada.

Devido à pandemia, que limitou as atividades presenciais no Congresso Nacional, não haverá, neste momento, a criação de estrutura física para a bancada. Ainda assim, a líder exercerá todas as prerrogativas asseguradas aos líderes de partido ou bloco parlamentar, inclusive quanto à preferência para o uso da palavra e o direito a voto. 

A líder também terá direito a assento no Colégio de Líderes e poderá participar das reuniões que definem as pautas prioritárias para o Senado. Para Simone, a criação da liderança feminina em 2021, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, é um grande passo e representa justiça à mulher brasileira. 

“Somos maioria da população, temos uma bancada significativa aqui, com 12 senadoras, só falta termos a voz e a vez para podermos decidir sobre a pauta mais importante para o país, tendo os mesmos espaços que os demais senadores”, afirmou.

Jornal Midiamax