Política

Ônibus lotados e diminuição em linhas, cita como motivos para CPI o vereador Zé da Farmácia

Colegiado teria aval de 12 parlamentares na Câmara Municipal de Campo Grande

Mayara Bueno Publicado em 24/06/2021, às 10h13

Vereador Zé da Farmácia, do Podemos
Vereador Zé da Farmácia, do Podemos - (Foto: Izaías Medeiros, CMCG)

Um dos vereadores que assinou a favor da criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus, Zé da Farmácia (Podemos) afirma que seu aval tem relação com o 'conjunto da obra'. Ônibus sucateados, supressão em linhas, superlotação, sobretudo com a vigência de decretos que tentam reduzir a aglomeração. 

"O Consórcio não está atendendo como deveria, para aquilo que foi contratado. Então, no meu caso, nas Moreninhas, foram substraídas várias linhas, como Moreinha Shopping, expresso, Moreninha 4. As pessoas cobram muito da gente enquanto vereador".

Acrescenta que não são só moradores de seu bairro que enfrentam tais dificuldades, mas Campo Grande toda. "No momento em que era para ter restrição, obedecer o protocolo, não estão cumprindo. As pessoas estão penduradas nos ônibus".

Marcos Tabosa (PDT), vereador proponente da CPI, afirmou na semana passada que tem aval de 12 parlamentares - são necessárias 10 assinaturas, além de fato determinado, para uma comissão ser viável.

No entanto, o autor disse que só vai apresentar o requerimento após o recesso parlamentar, uma vez que, até meados de julho, a Casa de Leis está envolvida no trâmite das reformas do Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Previdência.

A possibilidade de uma CPI para apurar questões vinculadas ao contrato do Consórcio Guaicurus com a prefeitura, é sempre levantada no Legislativo municipal, uma vez que também são constantes as reclamações de usuários em relação à qualidade do serviço.

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