Política

Após Reinaldo ser derrotado, MPMS sugere conciliação em outra ação contra vereador de Campo Grande

Tiago Vargas (PSD) é alvo de ação por publicar vídeos com críticas ao governador de Mato Grosso do Sul

Jones Mário Publicado em 18/07/2021, às 09h09

Vereador Tiago Vargas (PSD) e governador Reinaldo Azambuja (PSDB)
Vereador Tiago Vargas (PSD) e governador Reinaldo Azambuja (PSDB) - Izaias Medeiros/CMCG e Henrique Arakaki/Midiamax

O MPMS (Ministério Público Estadual) sugeriu uma audiência de conciliação entre o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o vereador de Campo Grande Tiago Vargas (PSD). O parlamentar é alvo de uma queixa-crime apresentada pelo tucano por causa de críticas feitas em vídeos publicados nas redes sociais. Em outra ação, Reinaldo foi derrotado pelo vereador na Justiça. 

Reinaldo pede a condenação de Vargas, por difamação e injúria, pela veiculação de imagens em que o vereador questiona blitz realizada pela Polícia Militar na manhã de uma sexta-feira. O parlamentar atribui a operação no trânsito a ordens de Reinaldo.

“Reinaldo Azambuja, você não tem vergonha na cara, irmão. Você é um dos maiores corruptos do Estado de Mato Grosso do Sul. Você deveria estar preso, entendeu? Reinaldo Azambuja, você não tem vergonha na cara. Um dos piores bandidos do Estado é você. Você deveria estar preso, seu corrupto, seu canalha, e não mandando a nossa polícia fazer blitz aqui na cidade de Campo Grande às nove horas da manhã”, diz o vereador nos vídeos, publicados no último dia 2 de julho.

O governador tentou derrubar as gravações em pedido de liminar, que foi negado no último dia 12 pelo juiz Maurício Petrauski, da 9ª Vara Cível da Comarca de Campo Grande, com base na previsão constitucional da imunidade parlamentar. O dispositivo prega a inviolabilidade das opiniões, palavras e votos de integrantes do Legislativo.

No mesmo feito, Reinaldo Azambuja pleiteou uma indenização de R$ 50 mil e um pedido público de desculpas do vereador. Os pedidos ainda serão julgados.

Além da ação, Reinaldo Azambuja ingressou com a queixa-crime. Os advogados do governador alegaram que, se condenado, Tiago Vargas poderia ser punido com mais de dois anos de prisão, o que afastaria a competência do Juizado Especial Central para decidir sobre o caso.

O juiz Djailson de Souza concordou com os argumentos e, na última semana, determinou a remessa da ação à Justiça Comum. A queixa-crime, então, acabou redistribuída para a 3ª Vara Criminal de Campo Grande, onde despacha a juíza Eucelia Moreira Cassal.

Vereador atribui demissão da Polícia Civil à críticas contra Reinaldo

Os atritos entre Tiago Vargas e Reinaldo Azambuja são antigos. O vereador é ex-policial civil e atribui sua demissão da força de segurança, oficializada há um ano, às críticas que faz à gestão do tucano. Ele está em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Campo Grande, eleito em 2020.

Já Reinaldo chega à reta final de seu segundo mandato e é alvo de denúncia do MPF (Ministério Público Federal), implicado em corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa por, supostamente, ter recebido R$ 67,7 milhões em propina. Em troca, teria concedido isenções fiscais ao grupo JBS para um desfalque de R$ 209,7 milhões aos cofres estaduais.

Jornal Midiamax