Política

Manifestantes anti-Bolsonaro protestam contra reforma administrativa em ato no Centro

Organizadores afirmam que este é um dos primeiros atos marcados para o final do ano

Dândara Genelhú e Mariane Chianezi Publicado em 02/10/2021, às 10h22

Manifestantes devem realizar caminhada no centro de Campo Grande.
Manifestantes devem realizar caminhada no centro de Campo Grande. - Foto: Henrique Arakaki | Jornal Midiamax.

Contra a reforma administrativa, manifestantes anti-Bolsonaro se reúnem na praça do Rádio Clube em Campo Grande na manhã deste sábado (2). Centenas de pessoas protestam contra o cenário brasileiro em ato organizado pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul).

Um dos organizadores da manifestação e presidente da Fetems, o professor Jaime Teixeira, afirmou que o ato não é apenas contra a reforma administrativa. “Mas contra as situações sociais que o país tem passado, com essa política econômica do Guedes”, disse.

Ele revelou que este é o início dos atos que estão marcados para se impor contra o cenário atual. “Inflação voltando, desemprego em níveis alarmantes, brasileiro voltando a passar por situação de miséria, isso precisa mudar”, destacou.

Com apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), o ato faz parte dos 214 protestos confirmados em todo o Brasil e em outros países. Participam da manifestação diversos movimentos de esquerda e do centro político, como o Sista (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Fundação Universidade Federal de MS e Institutos Federais de Ensino de MS), ACP-MS (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública ), MCT (Movimento Comunitário Trabalhista), Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) e Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituiçõe de Ensino Superior).

Além disso, existem pessoas que participam do movimento sem nenhuma filiação aos grupos, é o caso de Ester Braga, 41 anos. Ela afirmou que as manifestações devem ter a presença de todos que não concordam com o governo atual.

“É preciso mostrar que estamos insatisfeitos, é uma verdadeira desordem o que está acontecendo”, disse ela. Os manifestantes seguem em caminhada pelo centro de Campo Grande.

Desgaste do governo

Segundo o deputado estadual Pedro Kemp (PT), o número de pessoas se deve ao desgaste que o governo de Jair Bolsonaro vem sofrendo. “O desgaste do governo é grande e ele vem perdendo popularidade a cada dia”, disse.

Assim, afirmou que está cada vez mais animado com “as manifestações da população, presença massiva da juventude, dos trabalhadores, dos sindicatos”. O deputado comentou que a insatisfação aumenta por causa da “inflação disparada, o preço dos alimentos nas alturas, a gasolina com aumento quase que semanal” e outros fatores.

Ele citou também que a política ambiental foi afetada, “que resulta no desmatamento ilegal, queimadas e falta de cuidado com nosso meio ambiente”. Por fim, o deputado lembrou do “aumento da pobreza e da miséria no Brasil, a fome, a gente tem visto imagens que causam muita indignação, o povo disputando ossos de animais”.

Também do PT, a vereadora Camila Jara lembrou que os manifestantes estão reivindicando e dizendo “não a todos os absurdos que vem acontecendo no Brasil, dizer não às 19 milhões pessoas que estão passando fome, dizer não às 14 milhões de pessoas que estão desempregada e a inércia e descaso do governo federal perante a tudo isso”.

Ela destacou que as pessoas se reuniram “porque temos compaixão com o próximo, porque não aceitamos que os brasileiros e brasileiras sejam tratados desta maneira”.

*Matéria alterada às 11h para acréscimo de posicionamento do deputado e vereadora.

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