Política

'Foi uma tragédia', diz deputada sobre acidente com morte causado por genro em rio de MS

Mara Caseiro (PSDB) afirmou que vida da família se tornou um calvário após o acidente

Renata Volpe Publicado em 04/05/2021, às 11h27

Deputada Mara Caseiro durante pronunciamento nesta terça-feira
Deputada Mara Caseiro durante pronunciamento nesta terça-feira - Reprodução

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB), usou a tribuna durante sessão nesta terça-feira (4) e disse ter sido uma tragédia, o acidente que terminou com a morte do pescador Carlos Américo Duarte, de 59 anos, no último sábado (1º), no Rio Miranda.

O genro de Mara, Nivaldo Thiago de Souza Filho estava com a esposa e os três filhos na lancha e teria causado o acidente. Ele não teria documentação necessária para pilotar a embarcação e teria ingerido bebida alcoólica. Ele ainda teria jogado as latas de cerveja no rio e fugiu do local após o acidente.

Pausadamente, a parlamentar afirmou que se pudesse voltar no tempo, poderia evitar a perda de um pai de família. “Foi um acidente envolvendo pais de família, temos que deixar claro isso. Não tinha ninguém querendo causar prejuízo para ninguém”.

Ainda segundo a deputada, a família queria ter momentos de felicidade. “Mas infelizmente acabou terminando num momento de tristeza para famílias envolvidas na tragédia”.

Mara Caseiro falou que a vida da família se tornou um calvário após o ocorrido. “Eu estava em Rio Brilhante trabalhando, estava em um assentamento, quando fui comunicada do fato do acidente envolvendo meu genro, filha e meus netos e imediatamente voltei para Campo Grande e a partir daí, nossa vida se tornou um calvário”.

Ela ainda falou que a Justiça será feita. “Tudo que aconteceu vai ser julgado pela justiça e que seja realmente tirado dali o que aconteceu, e quem tiver que pagar, pague qualquer erro cometido. Não estou aqui para defender ninguém”.

A deputada disse ainda que a história não tem assassinos, mas sim, um infortúnio na vida das famílias. “Quero deixar minha solidariedade à família do seu Carlos que não conheço, é muita dor, a dor deles é maior que a nossa. Todos estamos consternados”.

Entenda

Após a morte do pescador Carlos Américo Duarte, de 59 anos, que ocorreu no sábado (1º), o acidente começou a ser divulgado, mas ainda sem detalhes do nome do envolvido e com informações com 'ares' de sigilo. Thiago não teria documentação necessária para pilotar a embarcação e teria ingerido bebida alcoólica - no fim do domingo, a Polícia Civil confirmou que o autor é genro de parlamentar de Mato Grosso do Sul.

Conforme boletim de ocorrência, o servidor estaria embriagado enquanto conduzia uma lancha, de forma imprudente, no momento em que, numa curva, atingiu a embarcação em que o pescador estava com o filho, no encontro dos rios Aquidauana e Miranda, região conhecida como Touro Morto. O local fica compreendido no município de Miranda, a 168 quilômetros de Campo Grande, onde o caso foi registrado.

De acordo com o relato do filho da vítima, após a colisão, Nivaldo jogou garrafas de bebidas no rio e fugiu em alta velocidade, fato que foi comprovado por uma testemunha. Ele acabou localizado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em uma camionete Hilux na BR-262, com a mulher e os filhos, que também estavam na embarcação.

Apesar de confessar que havia bebido, ele não quis fazer o teste de bafômetro, foi levado para a delegacia e ouvido, mas liberado. Foi apurado então que ele não tem o Arrais, documentação necessária para pilotar a embarcação, mas disse que era apto. Ele responderá pelo homicídio culposo e também por duas lesões corporais culposas, mas o caso segue em investigação. Tanto a Polícia Civil quando a Marinha fazem a perícia do caso.

Segundo a polícia, durante a fuga, a lancha de Nivaldo começou a afundar e a tripulação precisou ser socorrida. Dessa forma, ele sofreu lesão no braço esquerdo. Nesta segunda-feira, a perícia deve iniciar os trabalhos nas embarcações e no local do acidente.

Jornal Midiamax