Política

Em MS, deputados avaliam recuo em ataques de Bolsonaro como 'bom senso'

Bolsonaro foi grande estrategista, disseram os parlamentares da Assembleia Legislativa de MS

Renata Volpe e Dândara Genelhú Publicado em 10/09/2021, às 09h51

Deputados de MS avaliaram recuo de Bolsonaro
Deputados de MS avaliaram recuo de Bolsonaro - Reprodução

Os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul avaliaram o recuo dos ataques feitos pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF (Supremo Tribunal Federal) como bom senso por parte do político.

No último 7 de setembro, dia em que foi comemorada a Independência do Brasil, Bolsonaro ameaçou descumprir ordens do STF e incitou seus apoiadores contra os ministros da corte. O recuo foi através de uma carta divulgada na tarde da última quinta-feira (9) em que o presidente minimizou suas falas e afirmou defender o diálogo com o Judiciário e o respeito à Constituição.

Na avaliação do deputado Marcio Fernandes (MDB), o país precisa de harmonia e paz entre os poderes para continuar a se desenvolver. “Esse atrito não é bom para nossa economia. Fico contente que o presidente teve o bom senso de ir em direção à consolidação entre as instituições”.

Com a notícia do recuo, Barbosinha (DEM) disse ter se lembrado de uma música de Raul Seixas. “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, disse ao Jornal Midiamax

Herculano Borges (Solidariedade) avalia o recuo de forma positiva. “O diálogo entre os poderes é fundamental para que haja um sentimento geral de paz e segurança para quem quer investir no país. O presidente demonstrou maturidade e grandeza”.

Para comentar sobre o assunto, o deputado João Henrique Catan (PL), citou o general e filósofo chinês, autor do tratado militar, a Arte da Guerra, Sun Tzu. “Pareça fraco quando estiver forte, e forte quando estiver fraco”. Catan disse ainda que “a força motriz da política que faz a grande e pesada máquina estatal se movimentar aos trancos é o povo. Nas ruas, no dia da independência, ele [Bolsonaro] demonstrou querer o reequilíbrio das forças constitucionais e a necessidade da reformulação do pacto federativo. Os atores têm a faca e o queijo na mão!”

Para Evander Vendramini (PP), o recuo foi estratégico. “Se o presidente não publicasse a carta, o país estaria pegando fogo, a greve dos caminhoneiros iria parar o país e prejudicar os mais pobres”.

Vendramini avaliou ainda que o recuo pode ter sido um acordo entre os poderes. “Esse recuo vai mostrar nos próximos dias um acordo entre os poderes e com o STF, mas não sabemos ainda. Bolsonaro divulgou a carta primeiro e nos próximos dias pode ter HC para o Zé Trovão, liberdade do Roberto Jefferson, Daniel Silveira”, disse.

Conforme Antônio Vaz (Republicanos), Bolsonaro agiu de maneira certa e foi estrategista. “No momento em que todos pensavam que ele daria golpe, tomar decisão drástica contra o STF, ele pacificou a nação, não saiu das 4 linhas da Constituição. A divulgação da carta foi no momento em que a inflação está subindo, bolsa caindo. Ele tomou a decisão certa, vejo ele como grande estrategista, não pensou nele, mas sim, na nação”.

Para o Capitão Contar (PSL), apesar de ter soado como recuo para uns, para ele "a atitude do @jairbolsonaro foi racional, pacificadora e frustrou qualquer narrativa de golpe. O xadrez da política é complexo e o calor das emoções não pode ofuscar o próximo passo. Que Deus ilumine e abençoe suas próximas decisões!' publicou nas redes sociais.

*Matéria alterada às 16h13 de 10 de setembro de 2021 para acréscimo de posicionamentos.

Jornal Midiamax