Política

Marquinhos diz que não se opõe à CPI contra Consórcio Guaicurus na Câmara

Prefeito comentou sobre pedido para abrir caixa preta do contrato dos ônibus em Campo Grande

Gabriel Maymone e Mayara Bueno Publicado em 04/08/2021, às 11h55

Prefeito Marquinhos Trad durante agenda pública na manhã desta quarta-feira
Prefeito Marquinhos Trad durante agenda pública na manhã desta quarta-feira - Henrique Arakaki / Midiamax

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (4), que não se opõe à instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para abrir a caixa preta do Consórcio Guaicurus. Com aval de 14 dos 29 vereadores, a investigação nunca esteve tão próxima de se tornar realidade na Câmara Municipal.

"Abra tudo que tiver que abrir, que seja feita a verdadeira justiça", declarou o prefeito durante agenda pública nesta manhã.

"Chame o Ministério Público e pode ter certeza a conclusão que tiver, ainda que falem que o consórcio está tendo déficit, vão falar que foi maqueado. Então, investigue logo, abre tudo, chama MP, OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], Tribunal de Contas, olha os contratos, olha as punições, de uma vez por todas", completou Marquinho Trad.

O prefeito disse que o então prefeito de São Paulo, Bruno Covas, quando ainda estava vivo, teria dito em um grupo de WhatsApp de prefeitos de capitais que havia feito aporte de R$ 12 milhões para manter o valor da tarifa.

Trad pontuou que a lista de gratuidades é grande, pois além de idosos e estudantes, líderes comunitários, presidentes de associações comunitárias, portadores de câncer, renais crônicos e outros 10 públicos estão na lista de gratuidade.

"Governo federal não dá nenhum auxílio, o governo estadual não dá ajuda. Essas gratuidades estão sendo pagas por quem paga", completou.

CPI do Consórcio Guaicurus

Com aval de 14 dos 29 vereadores de Campo Grande, a CPI do Consórcio Guicurus nunca esteve tão próxima de se tornar realidade na Câmara Municipal. São necessárias pelo menos 10 assinaturas e, na legislatura anterior, apurações como esta esbarravam justamente no apoio dos parlamentares.

Requerimento com o pedido foi entregue pelo vereador Marcos Tabosa (PDT) durante a primeira sessão do 2º semestre, na terça-feira (3).

Agora, o texto é analisado pelo jurídico da Casa de Leis quanto ao cumprimento das exigências, que incluem também o fato determinado, ou seja, a definição do escopo da apuração.

São, pelo menos, três itens que, em tese, formam o fato determinado da investigação. De acordo com o requerimento, o fato central da CPI é: apurar denúncias sobre a má prestação de serviços ao usuário de transporte coletivo, descumprimento de contrato e termo de ajustamento de gestão, bem como o resultado financeiro do Consórcio Guaicurus.

Jornal Midiamax